13/11/2018
Na mira dos bancos privados: não tem nenhum sentido privatizar a gestão do FGTS!

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) está novamente na mira dos bancos privados. Nos últimos dias, representantes dos grandes bancos do país voltaram a declarar o interesse em administrar o Fundo.
“Temos um sistema financeiro que é maduro o suficiente para competir por esses serviços”, declarou o presidente do Santander, Sérgio Rial, à imprensa, no início de novembro, referindo-se à gestão dos recursos do FGTS.
Hoje, o sistema financeiro no Brasil é dominado por três grandes bancos, além da Caixa e do Banco do Brasil: Itaú, Bradesco e Santander. A estratégia desses bancos para chegar à liderança do mercado é “engolir” instituições, por meio da compra total dessas empresas ou de ativos.
A Caixa representa um obstáculo para o crescimento dessas empresas, já que detém a liderança ou o monopólio de alguns segmentos. Um exemplo é o FGTS.
O FGTS – O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi concebido em 1966 e substituiu a estabilidade no emprego até então existente.
O objetivo era duplo: facilitar a demissão de trabalhadores e financiar a construção de imóveis.Para criar o Fundo, foi necessário tornar letra morta dois artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): o que previa ao funcionário indenização de um mês de salário por ano trabalhado, em caso de demissão imotivada, e o que assegurava estabilidade no emprego ao trabalhador do setor privado que completasse 10 anos na mesma empresa.
O Fundo é administrado pela Caixa desde 1986, mas só a partir de 1990 as contas foram centralizadas ali. Até então, estavam espalhadas em diversos bancos, que não tinham controle sobre a movimentação e correção dos recursos.
Hoje, os trabalhadores podem fiscalizar o saldo pelo site da Caixa e pela emissão mensal dos extratos do FGTS, cuja gestão tornou-se mais eficaz e transparente.
A taxa de correção do FGTS, definida por lei, é de 3% mais TR ao ano, índice baixo se comparado a outras aplicações do mercado.
Estão de olho no FGTS – Os banqueiros querem aumentar lucros e resultados abocanhando o patrimônio dos trabalhadores. Para isso, há até informações sobre aumento na correção, embora isso só seja possível com mudança na lei.
Para o trabalhador com registro em carteira, o FGTS funciona como uma combinação entre poupança e seguro. O fundo é assegurado por depósitos mensais feitos pelo empregador no valor correspondente a 8% do salário em conta aberta na Caixa.
Ele pode ser sacado pelo trabalhador em situações como compra de moradia, aposentadoria, doença grave ou desastres naturais. Para o Brasil, os recursos do FGTS são uma mola propulsora do desenvolvimento já que são investidos em setores como habitação popular, saneamento básico, infraestrutura e mobilidade urbana.
Só no primeiro semestre de 2018, a Caixa arrecadou R$ 2,5 bilhões com o FGTS.
Defesa da Caixa – A Caixa é um banco 100% público. Nas últimas décadas, tornou-se o mais importante na implementação de programas sociais e políticas públicas como saneamento básico. Por isso, a importância da luta pela Caixa 100% pública, de forma a conscientizar a população que a mobilização deve ir além dos empregados do banco.
Em outubro, a Fenae lançou a campanha “Não tem sentido”, com o objetivo de mobilizar os empregados, em um primeiro momento, mostrando que a empresa precisa continuar 100% pública, forte, social e a serviço dos brasileiros.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, não tem sentido encerrar o ciclo de banco 100% público da Caixa, que possibilita a promoção de políticas inovadoras, criar novos mercados e aprofundar sua função social. "Não tem sentido privatizar uma instituição tão fundamental para o desenvolvimento do país, ameaçando a soberania nacional. Além disso, a Caixa também exerce o papel de proporcionar empréstimos a longo prazo, com juros mais baixos para a sociedade, em contrapartida às regras do sistema financeiro privado, beneficiando a população com menor poder aquisitivo."
Fazer parte da campanha “Não tem sentido” é muito simples. Por meio do site www.naotemsentido.com.br, é possível enviar vídeos ou escrever depoimentos sobre os motivos pelos quais a Caixa não deve ser privatizada ou enfraquecida. Já há diversos vídeos publicados. Acesse www.naotemsentido.com.br, confira e faça parte!
“Temos um sistema financeiro que é maduro o suficiente para competir por esses serviços”, declarou o presidente do Santander, Sérgio Rial, à imprensa, no início de novembro, referindo-se à gestão dos recursos do FGTS.
Hoje, o sistema financeiro no Brasil é dominado por três grandes bancos, além da Caixa e do Banco do Brasil: Itaú, Bradesco e Santander. A estratégia desses bancos para chegar à liderança do mercado é “engolir” instituições, por meio da compra total dessas empresas ou de ativos.
A Caixa representa um obstáculo para o crescimento dessas empresas, já que detém a liderança ou o monopólio de alguns segmentos. Um exemplo é o FGTS.
O FGTS – O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi concebido em 1966 e substituiu a estabilidade no emprego até então existente.
O objetivo era duplo: facilitar a demissão de trabalhadores e financiar a construção de imóveis.Para criar o Fundo, foi necessário tornar letra morta dois artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): o que previa ao funcionário indenização de um mês de salário por ano trabalhado, em caso de demissão imotivada, e o que assegurava estabilidade no emprego ao trabalhador do setor privado que completasse 10 anos na mesma empresa.
O Fundo é administrado pela Caixa desde 1986, mas só a partir de 1990 as contas foram centralizadas ali. Até então, estavam espalhadas em diversos bancos, que não tinham controle sobre a movimentação e correção dos recursos.
Hoje, os trabalhadores podem fiscalizar o saldo pelo site da Caixa e pela emissão mensal dos extratos do FGTS, cuja gestão tornou-se mais eficaz e transparente.
A taxa de correção do FGTS, definida por lei, é de 3% mais TR ao ano, índice baixo se comparado a outras aplicações do mercado.
Estão de olho no FGTS – Os banqueiros querem aumentar lucros e resultados abocanhando o patrimônio dos trabalhadores. Para isso, há até informações sobre aumento na correção, embora isso só seja possível com mudança na lei.
Para o trabalhador com registro em carteira, o FGTS funciona como uma combinação entre poupança e seguro. O fundo é assegurado por depósitos mensais feitos pelo empregador no valor correspondente a 8% do salário em conta aberta na Caixa.
Ele pode ser sacado pelo trabalhador em situações como compra de moradia, aposentadoria, doença grave ou desastres naturais. Para o Brasil, os recursos do FGTS são uma mola propulsora do desenvolvimento já que são investidos em setores como habitação popular, saneamento básico, infraestrutura e mobilidade urbana.
Só no primeiro semestre de 2018, a Caixa arrecadou R$ 2,5 bilhões com o FGTS.
Defesa da Caixa – A Caixa é um banco 100% público. Nas últimas décadas, tornou-se o mais importante na implementação de programas sociais e políticas públicas como saneamento básico. Por isso, a importância da luta pela Caixa 100% pública, de forma a conscientizar a população que a mobilização deve ir além dos empregados do banco.
Em outubro, a Fenae lançou a campanha “Não tem sentido”, com o objetivo de mobilizar os empregados, em um primeiro momento, mostrando que a empresa precisa continuar 100% pública, forte, social e a serviço dos brasileiros.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, não tem sentido encerrar o ciclo de banco 100% público da Caixa, que possibilita a promoção de políticas inovadoras, criar novos mercados e aprofundar sua função social. "Não tem sentido privatizar uma instituição tão fundamental para o desenvolvimento do país, ameaçando a soberania nacional. Além disso, a Caixa também exerce o papel de proporcionar empréstimos a longo prazo, com juros mais baixos para a sociedade, em contrapartida às regras do sistema financeiro privado, beneficiando a população com menor poder aquisitivo."
Fazer parte da campanha “Não tem sentido” é muito simples. Por meio do site www.naotemsentido.com.br, é possível enviar vídeos ou escrever depoimentos sobre os motivos pelos quais a Caixa não deve ser privatizada ou enfraquecida. Já há diversos vídeos publicados. Acesse www.naotemsentido.com.br, confira e faça parte!
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Novas regras do VA e VR ampliam opções de uso; bancários têm benefícios acima da média nacional
- Santander: Assembleia virtual nesta sexta-feira (6) delibera sobre ACT e Acordo de PPRS
- Saúde Caixa começa a compartilhar rede credenciada com a Cassi nesta quarta-feira (4)
- Copom decide nesta quarta-feira (4) se reduz ou mantém Selic em 13,75% ao ano
- Sindicato entrega mais de 200 kg de alimentos ao projeto social Prateleira Solidária
- Festa dos Bancários 2026 reúne categoria em dia de confraternização, premiações e solidariedade
- COE cobra avanços do Bradesco em PPR, banco de horas e condições de trabalho
- Brasil bate recorde de pessoas com trabalho desde 2012
- A eleição acabou, mas a participação continua: saiba quem e pelo que cobrar
- Santander lucra R$ 9,7 bilhões, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho
- Negociação da Cassi avança com proposta de aporte de R$ 2,288 bilhões
- Em assembleia, bancários do Mercantil aprovam renovação do acordo de PLR
- Mercantil antecipa pagamento da 13ª cesta-alimentação para esta sexta (30)
- Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
- INSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometria