10/10/2018
Eleições 2018: Novo Congresso Nacional tem perfil ainda pior para a classe trabalhadora

O Congresso Nacional terá a maior renovação dos últimos 24 anos, mas isso não é uma boa notícia. A chegada de novos parlamentares à Câmara dos Deputados, 53,4%, decorre principalmente da grande votação recebida por candidatos do PSL, que acabou elegendo 52 deputados. No Senado, a renovação será de 85%: apenas 8 das 54 vagas disputadas serão ocupadas por candidatos que buscavam a reeleição na votação do último domingo (7).
“Foi um resultado que superou nossas expectativas, pois em todos os outros anos, depois de 1994, a mudança dos quadros ficou abaixo dos 50%”, afirmou Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e analista político.
"Seguramente será o Congresso mais conservador de todos os tempos”, disse Queiroz. “No Senado, há uma característica muito forte de circulação do poder. São pessoas que já exerceram outros cargos, que eram secretários estaduais, deputados etc. E que agora chegam ao Legislativo”, completou.
Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a classe trabalhadora deverá estar atenta e organizada na defesa de seus direitos. “Muitos desses parlamentares foram eleitos por partidos que sempre se posicionaram contrários aos direitos trabalhistas, que votaram a favor da terceirização, que são a favor das privatizações, da entrega do patrimônio público brasileiro aos estrangeiros."
“A eleição desse tipo de parlamentar representa um grave risco à classe trabalhadora”, afirma a dirigente. “Há dois projetos muito diferentes em disputa e, a depender de quem for eleito, a categoria bancária corre muitos riscos”, ressalta Juvandia, lembrando que Paulo Guedes, economista chefe da campanha de um dos candidatos à presidência, já afirmou que privatizará todas as empresas públicas.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, também ressalta que a chegada ao segundo turno é uma oportunidade de os trabalhadores brasileiros avaliarem as propostas dos candidatos e escolherem quem de fato vai representar seus interesses.
“São dois projetos de governo opostos, e apenas um deles contempla os direitos da classe trabalhadora, como a revogação da reforma trabalhista, que tanto penaliza os trabalhadores brasileiros, e da PEC do Teto, que impede investimentos públicos por 20 anos em áreas essenciais como saúde e educação; a defesa do equilíbrio das contas da Previdência por meio da geração de empregos e do combate à sonegação, e uma reforma tributária que isente do IR aqueles com renda de até cinco salários mínimos, além de propor a criação de programa para criação de novos postos de trabalho."
É fundamental pesquisar bem, em fontes seguras de informação. Uma eleição não pode ser definida por fake news, falsas notícias espalhadas por redes sociais. O voto é coisa séria. Temos uma nova chance e não podemos errar para não ter que pagar com nossos direitos.
“Foi um resultado que superou nossas expectativas, pois em todos os outros anos, depois de 1994, a mudança dos quadros ficou abaixo dos 50%”, afirmou Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e analista político.
"Seguramente será o Congresso mais conservador de todos os tempos”, disse Queiroz. “No Senado, há uma característica muito forte de circulação do poder. São pessoas que já exerceram outros cargos, que eram secretários estaduais, deputados etc. E que agora chegam ao Legislativo”, completou.
Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a classe trabalhadora deverá estar atenta e organizada na defesa de seus direitos. “Muitos desses parlamentares foram eleitos por partidos que sempre se posicionaram contrários aos direitos trabalhistas, que votaram a favor da terceirização, que são a favor das privatizações, da entrega do patrimônio público brasileiro aos estrangeiros."
“A eleição desse tipo de parlamentar representa um grave risco à classe trabalhadora”, afirma a dirigente. “Há dois projetos muito diferentes em disputa e, a depender de quem for eleito, a categoria bancária corre muitos riscos”, ressalta Juvandia, lembrando que Paulo Guedes, economista chefe da campanha de um dos candidatos à presidência, já afirmou que privatizará todas as empresas públicas.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, também ressalta que a chegada ao segundo turno é uma oportunidade de os trabalhadores brasileiros avaliarem as propostas dos candidatos e escolherem quem de fato vai representar seus interesses.
“São dois projetos de governo opostos, e apenas um deles contempla os direitos da classe trabalhadora, como a revogação da reforma trabalhista, que tanto penaliza os trabalhadores brasileiros, e da PEC do Teto, que impede investimentos públicos por 20 anos em áreas essenciais como saúde e educação; a defesa do equilíbrio das contas da Previdência por meio da geração de empregos e do combate à sonegação, e uma reforma tributária que isente do IR aqueles com renda de até cinco salários mínimos, além de propor a criação de programa para criação de novos postos de trabalho."
É fundamental pesquisar bem, em fontes seguras de informação. Uma eleição não pode ser definida por fake news, falsas notícias espalhadas por redes sociais. O voto é coisa séria. Temos uma nova chance e não podemos errar para não ter que pagar com nossos direitos.
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