23/08/2018
Bancários de Catanduva retardam atendimento em 1 hora em protesto à proposta da Fenaban

(Foto: Seeb Catanduva)
Em mobilização realizada na manhã desta quinta-feira (23), dia em que o Comando Nacional estará reunido com a federação dos bancos (Fenaban) para mais uma rodada de negociação, bancários de Catanduva e Região deram um recado bem claro aos banqueiros: categoria não aceitará nenhuma proposta que retire direitos.
A atividade retardou por uma hora o atendimento ao público de uma agência do Bradesco, na região central do município, como forma de repúdio a proposta rejeitada pelos bancários na oitava mesa de negociação, realizada na terça-feira (21). Dirigentes também distribuíram bananas à população, para ilustrar o comportamento dos bancos diante às reivindicações dos trabalhadores e em relação à precarização dos serviços oferecidos, enquanto exploram clientes com tarifas exorbitantes.

“Reivindicamos aumento real e nenhum direito a menos. Banqueiros querem se valer da reforma trabalhista para impor retrocessos históricos em nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Por isso a mobilização e a participação de todos são fundamentais nesta hora”, destacou o diretor Paulo Franco.
Uma das propostas apresentadas pela federação dos bancos (Fenaban), na última rodada de negociação, retira das bancárias em licença-maternidade o direito ao pagamento integral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), tornando proporcional aos dias trabalhados.
Para o presidente do Sindicato, Roberto Carlos Vicentim, medidas discriminatórias como essa só ampliariam as diferenças nos locais de trabalho e ainda prejudicariam o planejamento no âmbito familiar.
“O Sindicato sempre lutou pela promoção de políticas de igualdade salarial entre homens e mulheres nas instituições financeiras. Já o setor mais lucrativo da economia parece pretender aprofundar as injustiças de gênero. Retirar um direito de mulheres, que assim como funcionários homens contribuíram para o crescimento e lucros exorbitantes dos bancos é injusto e preconceituso. As mulheres são discriminadas e já ganham menos. Não vamos aceitar retrocessos como esse", defendeu Vicentim.
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Além de paralisação, o Sindicato tem realizado manifestações e reuniões nas agências para dialogar com os bancários sobre a Campanha Nacional deste ano e a importância da mobilização de todos na luta em defesa dos direitos da categoria.
A negociação continuará nesta quinta-feira (23) e os bancários esperam uma proposta decente, que garanta aumento real para salários, vales e auxílios, PLR maior, manutenção dos empregos, proteção contra contratos precários, melhores condições de trabalho e igualdade de oportunidades.

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