22/02/2018
Trabalhadores têm melhor qualidade de vida em países que possuem sindicatos fortes

“Talvez os países onde há menos desigualdade sejam aqueles que têm sindicatos fortes, onde a classe
operária está organizada em um sindicato que tem recursos, que tem seus jornais e suas instituições”.
Adam Przeworski - Cientista político e professor da Universidade de Chicago (EUA).
Em tempos que no Brasil, o governo Michel Temer retira direitos do trabalhador e tenta inviabilizar a existência dos sindicatos para tentar extinguir as convenções coletivas e priorizar a negociação individual e direta entre patrão e empregado, um dado chama a atenção: os países mais prósperos e desenvolvidos do mundo, onde o trabalhador tem melhor renda e condições de vida, são justamente aqueles em que os sindicatos são mais fortes. Claro que muitas outras questões também explicam o sucesso destas nações, como a presença consolidada do estado na economia, pleno emprego, educação integral de qualidade, saúde pública para todos os cidadãos e domínio de avançadas tecnologias.
A lição do bom exemplo de justiça social e igualdade de oportunidades vem dos países nórdicos, como Noruega, Dinamarca e Suécia, que estão sempre disputando os maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) do mundo.
Lutas organizadas
A avaliação é confirmada por um estudo de um dos mais renomados cientistas políticos do mundo contemporâneo: o polonês Adam Przeworski, especialista em sistemas democráticos na América Latina e no leste europeu, conforme matéria publicada pelo Seeb - Rio de Janeiro. O acadêmico alerta que é a luta organizada dos trabalhadores que gera conquistas que resultam em melhores condições de vida e de trabalho.
“A democracia, em si mesmo, não gera igualdade. É um campo de lutas organizadas que pauta as forças políticas para uma sociedade melhor”, explica. Adam considera importante a participação dos cidadãos nos processos eleitorais, ainda que faça a ressalva da influência do poder econômico nos pleitos, mas lembra que outros componentes também repercutem diretamente no grau de desenvolvimento econômico e justiça social.
“Em uma sociedade de mercado, sempre haverá algum nível de injustiça social e desigualdade. Talvez os países onde há menos desigualdade sejam aqueles que têm sindicatos fortes, onde a classe operária está organizada em um sindicato que tem recursos, que tem seus jornais e suas instituições. Falo, sobretudo, dos países escandinavos, onde os sindicatos têm muito peso frente às empresas. É inegável que, em outros países, a sociedade é muito mais desigual”, acrescenta.
Na opinião do cientista político, as políticas neoliberais, de ataques aos direitos do trabalhador e ao movimento sindical explicam o aumento da desigualdade e perda de renda da população, mesmo em países desenvolvidos, como Inglaterra e EUA. Ele cita as políticas de Margaret Thacher e Ronald Reagan nos anos 70 e 80, quando os sindicatos foram atacados e enfraquecidos e a população dos dois países começou a perder em renda e qualidade de vida e de trabalho.
A lição do bom exemplo de justiça social e igualdade de oportunidades vem dos países nórdicos, como Noruega, Dinamarca e Suécia, que estão sempre disputando os maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) do mundo.
Lutas organizadas
A avaliação é confirmada por um estudo de um dos mais renomados cientistas políticos do mundo contemporâneo: o polonês Adam Przeworski, especialista em sistemas democráticos na América Latina e no leste europeu, conforme matéria publicada pelo Seeb - Rio de Janeiro. O acadêmico alerta que é a luta organizada dos trabalhadores que gera conquistas que resultam em melhores condições de vida e de trabalho.
“A democracia, em si mesmo, não gera igualdade. É um campo de lutas organizadas que pauta as forças políticas para uma sociedade melhor”, explica. Adam considera importante a participação dos cidadãos nos processos eleitorais, ainda que faça a ressalva da influência do poder econômico nos pleitos, mas lembra que outros componentes também repercutem diretamente no grau de desenvolvimento econômico e justiça social.
“Em uma sociedade de mercado, sempre haverá algum nível de injustiça social e desigualdade. Talvez os países onde há menos desigualdade sejam aqueles que têm sindicatos fortes, onde a classe operária está organizada em um sindicato que tem recursos, que tem seus jornais e suas instituições. Falo, sobretudo, dos países escandinavos, onde os sindicatos têm muito peso frente às empresas. É inegável que, em outros países, a sociedade é muito mais desigual”, acrescenta.
Na opinião do cientista político, as políticas neoliberais, de ataques aos direitos do trabalhador e ao movimento sindical explicam o aumento da desigualdade e perda de renda da população, mesmo em países desenvolvidos, como Inglaterra e EUA. Ele cita as políticas de Margaret Thacher e Ronald Reagan nos anos 70 e 80, quando os sindicatos foram atacados e enfraquecidos e a população dos dois países começou a perder em renda e qualidade de vida e de trabalho.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- A nova realidade do endividamento brasileiro
- Candidaturas apoiadas pelo Sindicato vencem eleições do Economus
- Escala 6x1 é denunciada no Senado como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Empossados os integrantes do Conselho Fiscal da Cabesp
- “Super Injusto”: Ninguém entende o Super Caixa, nem a Caixa!
- Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos
- Funcef fecha primeiro trimestre com desempenho positivo. Planos superam metas
- Bradesco amplia lucro no 1º trimestre de 2026 enquanto mantém cortes de empregos e fechamento de agências
- Itaú lucra R$ 12,2 bilhões no 1º trimestre, enquanto segue fechando postos de trabalho e agências
- Engajamento e mobilização para a Consulta Nacional é fundamental para sucesso da Campanha Nacional da categoria
- Audiência no Senado vai debater escala 6x1 como forma de violência estrutural contra as mulheres
- Clube dos Bancários terá novo horário de funcionamento. Confira!
- 42º Congresso Estadual dos Empregados da Caixa será dia 16 de maio
- Banco Mercantil registra lucro recorde no 1º trimestre, mas trabalhadores cobram valorização e melhores condições
- Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!