20/02/2018
Para parlamentares, intervenção decretada por Temer aprofunda estado de exceção no país

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, decretada pelo presidente Michel Temer, representa um eufemismo para encobrir uma ocupação com motivações políticas. "O presidente partiu para o tudo ou nada, visando conservar o seu bloco no poder: o governo impopular começará a travar uma nova Guerra das Malvinas. De quebra, arrumou uma saída 'honrosa' para evitar a derrota na reforma da Previdência."
Para o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ), a restrição de direitos atingirá as comunidades mais vulneráveis do Rio para criar uma "pseudo sensação de segurança". "Sempre que você amplia o estado punitivo, você reduz direitos e garantias sociais", afirma em entrevista ao site Brasil 24/7. O parlamentar também aponta a conexão direta entre o partido do governador Luiz Fernando Pezão e de Temer e o crime organizado no Rio de Janeiro e diz que a saída estrutural para o problema da segurança é o investimento em educação e na retomada econômica.
Ação de Temer aprofunda o Estado de exceção no país e significa a ‘bolsonarização’ de seu governo, na avaliação do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). "Uma medida desnecessária e populista. Bastava baixar um decreto de Lei e Ordem (GLO) e, a partir daí, as Forças Armadas coordenariam a segurança pública no Rio. A atitude do governo foi tomada para dialogar com o populismo na área de segurança pública, foi a 'bolsonarização' do governo Temer", afirmou, em sua página no Facebook.
Teixeira avalia que o governo está desgastado e já não tem forças para levar adiante o projeto de "reforma" da Previdência, que queria ver votado na Câmara na semana que vem. "Temer tenta se salvar na busca de apoio à guerra que agora travará com tropas nas ruas e suspensão de direitos civis. Antecipa o clima de tensão que as greves contra a reforma da Previdência e a ameaça de prisão de Lula vão levar ao país", acrescentou.
"A autorização de Temer para intervenção militar no Rio de Janeiro pode ser uma brecha para se instaurar um regime de exceção, dando margem para repressão direta, inclusive contra os movimentos sociais", afirmou a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidenta nacional do PT.
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