Lucro socializado: Sobe arrecadação das loterias que governo Temer quer privatizar

A arrecadação da Caixa Econômica Federal com as loterias – que o governo Temer pretende privatizar – subiu no acumulado do ano. O montante, de R$ 9,97 bilhões entre janeiro e setembro, foi o maior dos últimos cinco anos, representando aumento de 28% em relação a 2012. E não se destina somente aos prêmios de apostadores, mas também financia ações nas áreas de saúde, previdência, assistência social, esporte, cultura, educação e segurança pública.
Mesmo com o excelente resultado, o governo pretende organizar um leilão para repassar a administração da Lotex, a loteria conhecida como “raspadinha”, para a iniciativa privada. Até julho, a estimativa era de que a concessão da Lotex poderia arrecadar R$ 4 bilhões, valor agora diminuído para R$ 2 bi.
De acordo com a Caixa, entre 2011 e 2016, as loterias arrecadaram R$ 60 bilhões, dos quais R$ 27 bi foram direcionados para o financiamento de projetos em áreas como cultura, esporte, bolsa de estudo e segurança pública.
"Ao contrário da ideia que o governo está tentando nos passar, os dados demonstram que as loterias constituem sim um serviço lucrativo e importantíssimo para o país, pois financiam áreas e programas que beneficiam toda a sociedade. Se Temer conseguir privatizar esse serviço, esses lucros serão exclusivos dos controladores das loterias, e não mais aplicados em benefício de toda a população”, alerta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
Somente em 2016, as loterias operadas exclusivamente pela Caixa arrecadaram R$ 12,9 bilhões, dos quais R$ 4,8 bi foram transferidos para programas sociais. Desse total, 45,4% foram para a seguridade, 19% para o Fies, 19,6 % para o esporte nacional, 8,1% para o Fundo Penitenciário Nacional, 7,5% para o Fundo Nacional de Cultura e 0,4% para o Fundo Nacional de Saúde.
Em 2012, o total arrecadado ficou em R$ 7,8 bilhões. De lá para cá o crescimento foi de 28% e somente em setembro, foram gastos R$ 1,28 bilhão nessas apostas, aumento de 14,29% em relação a agosto.
No acumulado do ano, o repasse totalizou R$ 4,8 bilhões. Nos 12 meses de 2015, os recursos somaram R$ 7 bilhões; em 2014, 6,39 bilhões; em 2013, R$ 5,38 bilhões; e em 2012, R$ 4,89 bilhões.
Poupança – A captação líquida com poupança da Caixa também subiu e foi de R$ 1 bilhão em setembro. O valor é quase metade dos R$ 2 bilhões arrecadados em todo o ano de 2017. Entre janeiro e abril, os resultados estavam negativos. Mas a partir de maio, houve mudança com superávits chegando ao recorde do ano no mês de setembro.
MAIS NOTÍCIAS
- Dia do Bancário: Sindicato presente nas agências reforça diálogo e defesa de direitos
- Dia do Bancário: história de luta, conquistas e transformação social
- Megaoperação revela que PCC utiliza fintechs para lavar bilhões de reais
- Sindicato alerta para nova tentativa de golpe utilizando nosso parceiro jurídico Crivelli Advogados
- Saúde Caixa: Caixa é ágil ao tentar minimizar impacto de projeções de reajuste, mas silencia sobre fim do teto em alteração de estatuto
- Sindicato vai às ruas em defesa do Banco do Brasil e da soberania nacional
- 10 motivos para você ir às ruas no 7 de setembro defender a soberania nacional
- Bradesco: Assembleia no dia 29 vai deliberar sobre PPR e PRB. Participe!
- Reajuste salarial, PLR, VA e VR: Quanto e quando você vai receber?
- BB confirma pagamento da PLR para 12 de setembro
- Bancários aprovam defesa dos empregos e direitos, da democracia e da soberania como eixos centrais de luta
- Caixa prevê cobrar 17 mensalidades e reajuste de até 71,4% para o Saúde Caixa em 2026. Luta pelo reajuste zero precisa ser intensificada
- Bancários realizarão ato em defesa do Banco do Brasil e do povo brasileiro
- Live: Afubesp comenta decisão da Previc sobre retirada de patrocínio do Banesprev
- 27ª Conferência relembra greve de 1985 que mudou a história da categoria bancária