Defesa da Caixa: Carta Aberta alerta sobre prejuízos do desmonte do banco público
O movimento sindical realizou uma ação nesta quarta-feira (23), nos principais centros urbanos do país, onde entregou uma “Carta Aberta à População”. O documento, elaborado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa em conjunto com a Fenae e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) , explica que o processo de desmonte do banco afeta toda a sociedade.
“A Caixa é o banco que mais investe nos projetos de construção de moradias populares, concede incentivo ao esporte, à cultura, financia a educação, as micro e pequenas empresas, enfim, é um banco público, fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país. Tudo isso está em risco com as medidas tomadas pelo governo Temer. Todos os brasileiros podem ser prejudicados. Estamos fazendo este alerta à população”, explicou Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa.
A “Carta Aberta” informa ainda que há o risco de fechamento de agências da Caixa em diversas cidades menores e bairros de cidades maiores. Durante negociação da mesa permanente, realizada em 15 de agosto, a direção do banco informou à CEE/Caixa que 100 agências estão sendo reavaliadas e poderão ser fechadas ou fundidas com outras unidades, dependendo do desempenho de cada uma, principalmente o retorno financeiro.
“Um banco público tem que contribuir para que o governo atenda a população em todas as cidades do país. Mas, é cada vez maior o número de bairros e cidades inteiras que não possuem nenhuma agência bancária. As pessoas precisam se deslocar até municípios vizinhos para encontrar uma agência bancária. Com o fechamento de agências da Caixa esse problema tende a ser ainda maior”, observou o coordenador da CEE/Caixa.
O documento entregue à população lembra também que a Caixa tem reduzido o percentual dos empréstimos para a compra da casa própria e no programa Minha Casa, Minha Vida, o que, para os empregados da Caixa, pode dificultar o acesso da população de baixa renda à casa própria.
“A política de desmonte adotada pelo governo é um problema que não afeta somente os trabalhadores da Caixa, mas todos os brasileiros. Em mais de 150 anos de existência o banco financiou a habitação, obras de infraestrutura, projetos de geração de renda, políticas sociais, além de crédito com juros mais baixos. Não podemos aceitar que o governo restrinja a atuação da empresa privilegiando interesses privados”, destaca o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.
Abaixo-assinado
Durante o ato, foram colhidas assinaturas em um abaixo-assinado contra o fechamento de agências; pedindo a contratação de mais empregados para melhorar o atendimento à população e para reduzir o tempo de espera nas filas, mais investimento em políticas sociais, como a construção de moradias e em defesa dos bancos públicos e da Caixa 100% pública.
Atos semanais
Os representantes dos empregados da Caixa prometem realizar atos semanais, todas quartas-feiras, para denunciar o desmonte dos bancos públicos realizado pelo governo Temer.
Para Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, não se pode pensar em desenvolvimento brasileiro sem os bancos públicos. A Caixa é alvo do projeto privatizante do governo Temer, cabendo aos funcionários destas instituições, mas também a toda a sociedade, se erguer para defende-las em função de sua importância.."Convocamos a participação dos empregados e da população na luta em defesa da Caixa 100 % pública. Porque só com uma grande mobilização em todo o país poderemos barrar esse desmonte", avalia Tony.
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