22/08/2017

Assistencial: o Sindicato é você! Participe e faça diferença. Sindicato forte, você forte!

Em assembleia da Campanha Nacional, em julho de 2016, os trabalhadores aprovaram a contribuição assistencial de 2% do salário bruto, com teto de R$ 135. Esse foi o valor cobrado em 2016 e será o mesmo em 2017, já que o acordo da categoria vale para dois anos.

“Essa contribuição, definida pelos bancários em assembleia, ajuda a construir a luta e faz toda a diferença na manutenção da entidade, desde os diretores que percorrem os locais de trabalho, passando pela estrutura de homologação, jurídica, serviços de lazer, o jornal Informação Bancária, informação atualizada no site, redes sociais. Exemplos de investimentos para defender os direitos dos trabalhadores. O Sindicato existe pelo e para os bancários”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região Carlos Alberto Moretto.

Mesmo assim, o Sindicato proporciona aos bancários o direito de oposição ao desconto do assistencial. O prazo para a entrega da carta de oposição foi definido em assembleia realizada na última terça-feira, dia 21, e será de 23 à 29 de agosto de 2017. O documento deverá ser redigido de punho próprio, em duas vias para que possa ser protocolado e constar assinatura, nome do bancário, qualificação, número da CTPS, número de matrícula, nome do banco e da agência em que trabalha, assim como o endereço da mesma. É importante ainda ressaltar que a carta entregue ao Sindicato pelos bancários que se opuseram ao desconto assistencial no ano de 2016 não possui validade para 2017, devendo, portanto, ser entregue um novo documento na data estipulada acima.

Sindicato é você - Hoje, quando demitem, os bancos são obrigados a fazer homologação dessa dispensa nos sindicatos. Assim, a entidade representativa dos trabalhadores pode averiguar o pagamento de todos os direitos corretamente. Além disso, demissões em massa não podem ser feitas sem comunicação ao movimento sindical, o que coíbe cortes.

Esses são apenas alguns exemplos da reforma trabalhista de Temer, de enfraquecimento do poder de atuação dos sindicatos, o que reflete diretamente na retirada de direitos dos trabalhadores. Além desses, a autorização a empregados que ganhem mais de R$ 11 mil – cerca de 20% da categoria – a negociar diretamente com os patrões. Também acaba com a cobrança do imposto sindical e cria o dano extrapatrimonial para penalizar trabalhadores e sindicatos por danos à marca, reputação ou imagem das empresas. E cria formas de contrato que precarizam o trabalho, como o intermitente, o PJ, o temporário.

“O enfraquecimento do movimento sindical é outra face da retirada de direitos para inviabilizar a luta dos trabalhadores. O Sindicato não existe sem os bancários. Por isso, participar da entidade que te representa é fundamental para a manutenção da luta da categoria por nenhum direito a menos, ressalta Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato.

E uma das formas de apoiar é compreender a importância do financiamento das entidades. Toda estrutura é mantida pelos trabalhadores. Seja via contribuições aprovadas em assembleia, como o assistencial, seja a sindicalização. 

Fonte: Seeb Catanduva

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