04/08/2017

Tecnologia pra quem? Instituições financeiras deixam de oferecer contas digitais grátis

Apresentadas à população como uma forma de facilitar transações bancárias e baratear operações realizadas por clientes, as contas digitais não são a “maravilha” que os grandes bancos mostram nas suas publicidades. Nos últimos meses, instituições financeiras como Bradesco, Itaú e BB deixaram de oferecer serviços digitais com isenção de tarifas.

Inicialmente, Bradesco (Digiconta), Itaú (iConta) e BB (BB Conta Digital) ofereciam modelos de contas digitais com custo zero para transações como saques e transferências. Entretanto, estes três bancos deixaram de oferecer os produtos para novos clientes no primeiro semestre deste ano. Somente clientes que já haviam contratado contas digitais continuam utilizando os serviços sem pagamento de tarifa mensal.

BB e Bradesco relançaram seus formatos de contas digitais, mas agora com cobrança mensal de tarifa. Já o Itaú manteve seu modelo digital apenas para clientes com maior renda, também com cobrança de tarifa mensal.

"A digitalização, da maneira como está sendo implantada, é um movimento concentrador de lucros, excludente, eliminador de postos de trabalho e que sobrecarrega de funções os bancários remanescentes. O Sindicato não se opõe as novas tecnologias, mas defende que elas devem auxiliar aos bancários e os clientes, e não servir apenas a ganância dos banqueiros com a maximização dos lucros e redução do quadro de funcionários nas instituições", avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim.

Vicentim ainda ressalta que uma parcela considerável da população brasileira não possui acesso aos meios digitais. Dessa forma, a estratégia dos bancos para cortar custos reduzindo agências físicas e investindo em unidades digitais é excludente e prejudica sobretudo os mais pobres. "Os bancos são concessões de caráter público público e, diante disso, é precise que demonstrem sua responsabilidade social, servindo a todo o conjunto da população”, enfatiza o dirigente.

Fonte: Seeb SP, com edição de Seeb Catanduva

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