17/07/2017
Conta de luz fica mais cara para a população de Catanduva. Sindicato repudia aumento
Desde a última quarta-feira (12), a população de Catanduva está pagando mais caro pelo fornecimento de energia elétrica.
O aumento tarifário fora de hora foi provocado por uma mudança na estrutura do Grupo Energisa – controlador da Nacional e de mais três distribuidoras no interior paulista, além de uma no estado do Paraná – que, desde o dia 1º de julho, foram agrupadas em uma única empresa com sede em Presidente Prudente.
Para viabilizar o agrupamento, as tarifas pagas pelos consumidores foram reajustadas e unificadas pela média, resultando no aumento das contas de luz para a população catanduvense. O acréscimo foi de 5,52%, sendo 4,77% para os consumidores residenciais e de 7,85% para os industriais.
Não bastasse o prejuízo financeiro, a centralização da estrutura em Presidente Prudente acarretará no risco iminente de desemprego e queda na qualidade dos serviços. Com a fusão das empresas, a tendência será o corte de mão de obra, inclusive especializada, na lógica de diminuir custos para aumentar lucros. O atendimento aos consumidores também deixou de ser feito no município catanduvense, que deve manter apenas equipes de plantão para a prestação de serviços.
“A sede da nova empresa fica responsável pelo atendimento de quaisquer serviços, mesmo os de emergência, das demais cidades envolvidas no processo de unificação, inclusive da população de Catanduva que passa a ser atendida por um 0800 que funciona em Presidente Prudente. É de lá que serão acionadas as equipes dos outros municípios, o que deve aumentar o tempo de atendimento e certamente afetar a agilidade e a qualidade dos serviços prestados”, alerta o Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia CUT).
ENTENDA
Em 23 de novembro de 2015, a concessão no munícipio foi revalidada, com vigência até 7 de julho de 2045, o que garantiria a Catanduva o fornecimento de energia com a tarifa mais barata de todo o grupo, além de centenas de empregos com a manutenção e funcionamento de uma completa estrutura, como departamento técnico, gerência e atendimento ao cliente.
Entretanto, a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, aprovou um projeto de unificação das concessões da Energisa, com transferência das distribuidoras Nacional (CNEE), Caiuá, Bragantina (EEB), Vale Paranapanema (EDEVP) e Força e Luz do Oeste (CFLO) para uma única sede em Presidente Prudente, a Energisa Sul-Sudeste (ESS).
No dia 26 de janeiro, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região participou de reunião com a Aneel, na qual entregou ao representante da instituição nota de repúdio à unificação das concessões, reiterando o apoio à luta dos funcionários para que se fizesse valer a concessão revalidada em 2015, assegurando o emprego de centenas de trabalhadores e, consequentemente, o desenvolvimento para o município e região.
“Isso tudo é fruto da ampliação da terceirização no país. A partir do momento que se incorpora áreas regionais, tem-se a valorização exclusiva do lucro, a diminuição da mão-de-obra, a precarização das condições de trabalho e dos serviços, e o aumento de empregados adoecidos devido à sobrecarga de trabalho. Como sindicato cidadão, repudiamos qualquer medida que venha implicar em graves consequências sociais a nossa região e ao trabalhador”, defende Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato.
O aumento tarifário fora de hora foi provocado por uma mudança na estrutura do Grupo Energisa – controlador da Nacional e de mais três distribuidoras no interior paulista, além de uma no estado do Paraná – que, desde o dia 1º de julho, foram agrupadas em uma única empresa com sede em Presidente Prudente.
Para viabilizar o agrupamento, as tarifas pagas pelos consumidores foram reajustadas e unificadas pela média, resultando no aumento das contas de luz para a população catanduvense. O acréscimo foi de 5,52%, sendo 4,77% para os consumidores residenciais e de 7,85% para os industriais.
Não bastasse o prejuízo financeiro, a centralização da estrutura em Presidente Prudente acarretará no risco iminente de desemprego e queda na qualidade dos serviços. Com a fusão das empresas, a tendência será o corte de mão de obra, inclusive especializada, na lógica de diminuir custos para aumentar lucros. O atendimento aos consumidores também deixou de ser feito no município catanduvense, que deve manter apenas equipes de plantão para a prestação de serviços.
“A sede da nova empresa fica responsável pelo atendimento de quaisquer serviços, mesmo os de emergência, das demais cidades envolvidas no processo de unificação, inclusive da população de Catanduva que passa a ser atendida por um 0800 que funciona em Presidente Prudente. É de lá que serão acionadas as equipes dos outros municípios, o que deve aumentar o tempo de atendimento e certamente afetar a agilidade e a qualidade dos serviços prestados”, alerta o Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia CUT).
ENTENDA
Em 23 de novembro de 2015, a concessão no munícipio foi revalidada, com vigência até 7 de julho de 2045, o que garantiria a Catanduva o fornecimento de energia com a tarifa mais barata de todo o grupo, além de centenas de empregos com a manutenção e funcionamento de uma completa estrutura, como departamento técnico, gerência e atendimento ao cliente.
Entretanto, a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, aprovou um projeto de unificação das concessões da Energisa, com transferência das distribuidoras Nacional (CNEE), Caiuá, Bragantina (EEB), Vale Paranapanema (EDEVP) e Força e Luz do Oeste (CFLO) para uma única sede em Presidente Prudente, a Energisa Sul-Sudeste (ESS).
No dia 26 de janeiro, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região participou de reunião com a Aneel, na qual entregou ao representante da instituição nota de repúdio à unificação das concessões, reiterando o apoio à luta dos funcionários para que se fizesse valer a concessão revalidada em 2015, assegurando o emprego de centenas de trabalhadores e, consequentemente, o desenvolvimento para o município e região.
“Isso tudo é fruto da ampliação da terceirização no país. A partir do momento que se incorpora áreas regionais, tem-se a valorização exclusiva do lucro, a diminuição da mão-de-obra, a precarização das condições de trabalho e dos serviços, e o aumento de empregados adoecidos devido à sobrecarga de trabalho. Como sindicato cidadão, repudiamos qualquer medida que venha implicar em graves consequências sociais a nossa região e ao trabalhador”, defende Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato.
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