Movimento sindical debate os impactos da revolução digital no trabalho das mulheres

Entidades sindicais participaram dos debates e apresentaram detalhes sobre a situação das trabalhadoras do ramo financeiro no Brasil, em risco com o desmonte dos direitos propostos pela reforma trabalhista, a terceirização e a reforma da Previdência.
A dirigente sindical Neiva Ribeiro conta que os participantes discutiram o avanço do conservadorismo das Américas, incluindo os Estados Unidos, que coloca um desafio maior para a organização dos trabalhadores que está sendo atacada em todo o mundo.
“Falamos ainda sobre a importância da solidariedade entre os trabalhadores de todos os países, principalmente em relação aos riscos impostos pelos ataques aos direitos no Brasil. Vivemos tempos de desafios e precisamos enfrentar essa onda de retrocessos”, diz Neiva, que é vice-presidenta do Comitê.
As novas tecnologias como digitalização, automação, inteligência artificial também apareceram como uma preocupação comum aos representantes de todos os países, já que a mudança altera drasticamente o perfil dos trabalhadores, não só no setor financeiro, mas em todos os outros.
Outro ponto importante da reunião foi a estratégia para a criação de uma convenção internacional sobre combate à violência de gênero no trabalho. O tema vem sendo discutido nas últimas reuniões e foi pauta na 106ª reunião da OIT, em junho passado.
“O combate à violência de gênero e ao feminicídio, o fim da desigualdade salarial entre homens e mulheres, que é de 23% em média, em âmbito mundial , a promoção de políticas públicas para erradicar a desigualdade de gênero, além da mudança de cultura para divisão de tarefas no lar são pontos permanentes nesses fóruns e um desafio de diário e de primeira ordem para transformarmos a sociedade”, finalizou Neiva Ribeiro.
Para Elaine Cutis, secretária da Mulher da Contraf-CUT, é preciso debater não só como o movimento sindical vai se mobilizar contra as desigualdades atuais, mas também qual a melhora maneira de encarar o iminente aumento dos problemas atuais com o processo de digitalização. "Temos que definir como orientar os trabalhadores a encarar esse futuro próximo. Definir ainda as estratégias de luta para que os ganhos com a produtividade do trabalho venham para as mulheres também e não só para o Capital. Isso vai depender da unidade das mulheres”, declarou.
Balanço – Foi apresentado o balanço da UniAméricas em relação à organização das mulheres na região e o empoderamento delas nas instâncias de debate e de decisão da UNI Global. O Comitê de Mulheres alcançou a participação feminina de 40% em todos os postos de decisão e também em todas as delegações para reuniões e congressos da UNI.
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