Classe trabalhadora sai às ruas e demonstra que não dará trégua aos desmontes de Temer
Cerca de 40 mil pessoas foram à Avenida Paulista na noite de sexta-feira 30, em São Paulo, pedir o fim da tramitação da reforma trabalhista proposta pelo governo Temer. O ato fechou a greve geral que tomou conta do país durante todo o dia.
A greve geral foi marcada pela paralisação de diversas categorias, além das mobilizações em todos os estados. Ações como trancamento de avenidas, rodovias e ocupação de espaços públicas foram táticas utilizadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais para protestar. Em São Paulo, Osasco e região, os bancários paralisaram cerca de 212 locais de trabalho, entre agências e concentrações.
Bancários de Catanduva se uniram à mobilização convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais em ato público, que teve início às 9h e se estendeu por toda a manhã, percorrendo as ruas centrais de São José do Rio Preto para alertar sobre as ameaças aos direitos trabalhistas e convocar a população para a luta.
Segundo o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, os parlamentares estão receosos de apoiar as reformas do governo golpista de Michel Temer, em decorrência da presença constante de manifestantes nas ruas, lutando pela preservação dos seus direitos. O dirigente sindical aproveitou para convocar a militância para acompanhar de perto os próximos passos da tramitação da Reforma Trabalhista.
“Os senadores estão morrendo de medo de vocês. Vocês [manifestantes] são muito fortes. Eles iam votar dia 6 e adiaram, eles estão com medo. Isso está acontecendo porque a gente não deixa esfriar, todo dia tem ato no Brasil. A greve foi forte no Brasil inteiro e mostrou a força da classe trabalhadora”, afirmou à noite, na Paulista.
Ainda de acordo com Freitas, o desafio agora é aumentar a pressão sobre senadores para derrotar definitivamente o desmonte trabalhista. “Estamos enfrentando um dos maiores golpes dos últimos 20 anos. Estamos resistindo com força, garra e luta. Já convoco aqui, vamos para Brasília no dia da votação.”
O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, adotou o mesmo tom do presidente da CUT, reforçando a análise de que se a reforma trabalhista não for derrotada, vai mergulhar o Brasil num contexto de conflitos e de profunda insegurança jurídica. “Hoje, o grito da classe trabalhadora ocupou as ruas do país inteiro. Vamos seguir firmes contra esse golpe e contra a tomada de nossos direitos, sem dar descanso aos golpistas, nas ruas”, concluiu Boulos.
Pressão por direitos - A análise pelo plenário do pedido de urgência para votação do desmonte da CLT previsto na reforma trabalhista (PLC 38) deve começar entre terça 4 ou quarta 5. Se for aprovado, dependerá apenas da sanção de Temer para virar lei, uma vez que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Temer, ao lado de banqueiros, empresários e lobistas, são os grandes patrocinadores do desmonte.
Assim, a batalha em defesa dos direitos dos trabalhadores chegou ao momento decisivo. Por isso, nunca foi tão importante pressionar os senadores para votarem contra e rejeitarem o PLC 38. Pressionar é fácil. Basta clicar aqui e seguir as intruções. Não leva mais do que alguns segundos.
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