Oposição pede renúncia de Michel Temer e movimentos populares querem "Diretas Já"
A oposição reagiu fortemente às denúncias reveladas pelo jornal O Globo sobre ações ilegais de Michel Temer, feitas pelos donos da multinacional brasileira JBS. Manifestações estão sendo feitas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, e no DF pedindo a renúncia imediata de Michel Temer.
"É um dia triste para todos nós brasileiros", disse o vereador paulistano Eduardo Suplicy (PT). “Isto é da maior gravidade. Uma vez confirmadas estas denúncias, avalio que não há mais alternativa que Michel Temer renuncie ao seu mandato, e colaborar para que sejam organizadas eleições livres e diretas o quanto antes", avaliou ainda em vídeo publicado em sua página no Facebook.
Sobre a especulação sobre a vericidade da notícia, Suplicy disse: "o fato de Temer se trancar no Palácio do Planalto como seus principais auxiliares e o presidente da Câmara dos Deputados, constitui um indício fortíssimo de que a denúncia do jornal O Globo é verdadeira”.
O vereador e ex senador ainda se referiu às denúncias que o jornal revelou sobre Aécio Neves, quem teria pedido R$ 2 milhões aos donos da JBS: “E é importantíssimo que se faça a devida apuração também do comportamento do senador Aécio Neves, por que em sendo verdade o comportamento referente a este dinheiro que ele teria recebido, então também convém que ele renuncie ao seu cargo de senador”.
Deputados e senadores do Partido dos Trabalhadores se reuniram à noite para organizar a atuação das bancadas. A senadora Gleisi Hoffmann considera que a partir de agora não existem outras opções para além da renúncia de Temer: “Não tem como aceitar a continuidade do Temer diante destes fatos, e não podemos aceitar outra saída que não o voto popular".
Já a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), afirmou que os parlamentares devem "suspender os trabalhos já". Sobre a situação do presidente golpista, a senadora disse “se o Temer não renunciar antes o Ocupa Brasília vai tirá-lo”, em referência à mobilização convocada para a próxima quarta-feira (24) pelas centrais sindicais em Brasília.
As bancadas do PCdoB, PT, PSOL e PDT já fecharam uma agenda para esta quinta (17), que inclui: às dez da manhã, a ocupação do plenário, e às onze da manhã, reunião da oposição para fechar todas as ações contra Temer (STF, TSE). Também participam das atividades, os parlamentares Julio Delgado (PSB); Arnaldo Farias do Sá (PTB), Carimbão (PHS).
Para o deputado Zé Carlos (PT-MA), este é um fato sem precedentes na história da política brasileira. “Nunca antes aconteceu um fato tão grave envolvendo um presidente. Se ele [Temer] tiver um mínimo de honra, um mínimo de escrúpulo ou consciência, no máximo amanhã de manhã, ele tem que dizer ao povo brasileiro que lamenta o que fez e entregar a presidência para eleições diretas”, disse o parlamentar.
O deputado federal (PSOL) Jean Willys fez um vídeo ao vivo da Câmara afirmando que “o presidente da Câmara Rodrigo Maia teve que encerrar a sessão, e a base do governo saiu correndo desesperada. Ou seja, tudo aquilo que nós diziamos está acontecendo. Dilma não foi deposta pra combater a corrupção, Dilma foi deposta para que esta camarilha de corruptos poupasse seu pescoço, para que essa camarilha de corruptos não fosse condenada"
Para Willys, "a tentativa de criminalizar a esquerda não deu certo, e agora a base do governo está sendo exposta nos seus desvios éticos e morais".
Em vídeo publicado em sua página do Facebook, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), se pronunciou também sobre o escândalo: "Nós temos que parar de votar matérias no Congresso Nacional, temos que parar a agenda absurda deste governo, e o país tem que fazer eleições diretas imediatamente. É muito grave o que ocorreu, o nível de crise vai se aprofundar muito, não se pode votar mais nada no Congresso Nacional. Tudo agora está sob suspeição".
“Este governo está envolvido de lama até o pescoço, e não por uma ilação, é prova, foi gravado!”, concluiu Feghali.
Reação popular
Segmentos populares e parlamentares da oposição se reúnem neste momento em protesto em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, para pedir a saída imediata de Michel Temer da Presidência da República. Em entrevista ao Brasil de Fato, deputado Paulo Pimenta diz que a oposição pretende parar o Congresso nos próximos dias.
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