Norma discriminatória da Caixa autoriza descomissionamento na licença-maternidade
Depois de analisar a nova versão do Rh 184, implementada no dia 9 de maio, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, representado pela Contraf-CUT, reprova veementemente as alterações não negociadas no GT fim do descomissionamento arbitrári. A Contraf-CUT irá apresentar esse protesto e cobrar reparação na reunião do dia 25. Além de não retirar o descomissionamento de empregados em férias e em licença saúde, reivindicada pelos empregados, a Caixa acrescentou o descomissionamento das mulheres que estão em licença maternidade.
O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Dionísio Reis, lembrou que denúncias de descomissionamento de gestantes já foram repassadas à presidência do banco e à direção, que fez a absurda alegação que “o normativo permite". “Há tempos nós denunciamos o descomissionamento de colegas grávidas e a Caixa reitera essa discriminação de gênero ao não dar um tratamento diferenciado as gestantes ”, criticou.
Para Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, a medida é um total desrespeito com os empregados e um ato desumano contra aquelas que terão sua remuneração reduzida justamente no momento em que estão esperando um filho."A atitude também é uma forma de discriminação contra as mulheres. Isso é moralmente condenável e não pode ser adotado como política da empresa”, critica Tony.
As reinvindicações serão apresentadas na reunião marcada para o dia 25. Além disso, os representantes dos trabalhadores vão cobrar para que os empregados não tenham retaliação por participaram da Greve Geral contra as reformas defendidas pelo governo golpista do Temer, o reconhecimento dos empregados e mais contratações.
“Apesar do descomissionamento arbitrário permanecer, tivemos os avanços na alteração do RH, como a manutenção do exercício e o pagamento da função por, ao menos 60 dias, e a eliminação da possibilidade de aplicar a dispensa na instauração da análise preliminar em processos disciplinares, que travam um pouco as arbitrariedades”, completou Dionísio.
Os bancários podem denunciar as medidas arbitárias ao Sindicato através da página Denuncie, no site da instituição.
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