15/03/2017
Bancários de Catanduva se mobilizam contra o fim da aposentadoria e o corte de direitos trabalhistas
Trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil saem às ruas neste 15 de Março, Dia Nacional de Paralisação, para dar ao governo o recado de que não aceitam a Reforma da Previdência.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, com o apoio da Apeoesp, das escolas estaduais Paulo De Lima Corrêa, Antônio Maximiano Rodrigues e ETEC Elias Nechar, e do Levante Popular da Juventude, caminharam, nesta manhã, pelas ruas centrais de Catanduva até o prédio da Previdência Social em nome da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, com o apoio da Apeoesp, das escolas estaduais Paulo De Lima Corrêa, Antônio Maximiano Rodrigues e ETEC Elias Nechar, e do Levante Popular da Juventude, caminharam, nesta manhã, pelas ruas centrais de Catanduva até o prédio da Previdência Social em nome da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.
No percurso, diretores do Sindicato, professores e estudantes empunharam cartazes e faixas, entoaram cânticos e discursaram com a população sobre os prejuízos trazidos pelas reformas golpistas que o presidente ilegítimo Michel Temer quer impor.
“Viemos às ruas para somar forças ao trabalhador para que o país não dê nenhum passo para trás. Só a luta garante que as reformas da previdência e trabalhista sejam barradas e não sigam em frente. Nós, trabalhadores do ramo financeiro sabemos dos riscos e estamos engajados na batalha”, enfatizou Roberto Carlos Vicentim, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região.
A orientação para a participação da categoria bancária no protesto convocado pelas centrais sindicais foi aprovada pelos delegados e delegadas que participaram do Congresso Extraordinário da Confederação, realizado na semana passada, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
A Reforma
Idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem e contribuição de ao menos 49 anos ininterruptamente para alcançar benefício integral. Essas são algumas das medidas nefastas aos trabalhadores que constam da proposta de reforma da Previdência do governo Temer (PEC 287), em tramitação no Congresso Nacional.
“Querem transformar a aposentadoria pública e a seguridade social em um ativo a ser comprado em agência bancária. Essa PEC retira os mais importantes direitos dos trabalhadores e irá afetar todos os cidadãos, principalmente as mulheres, que já possuem dupla jornada de trabalho. Por isso, é importante ocuparmos as ruas e mostrar nossa indignação, ressalta Vicentim, que também é coordenador da subsede da CUT de São José do Rio Preto.
Agenda
Os atos, mobilizações e protestos realizados pelo Sindicato vêm ocorrendo desde terça-feira (14). Ontem, às 16h, juntamente com a Frente Brasil Popular, foi realizada uma palestra sobre a Reforma da Previdência, no auditório da Câmara Municipal de Rio Preto. O evento teve como expositor Otoni Guimarães, ex-auditor da Receita Federal do Brasil, ex-coordenador geral e diretor do Departamento de Regimes Próprios da Secretaria de Previdência, e, atualmente, consultor de Previdência e Gestão Pública.
Na tarde de hoje, às 17h, será realizado mais um ato contra o fim da aposentadoria, na rua Pedro Amaral (ao lado do terminal de ônibus), em São José do Rio Preto, com exposição de faixas e panfletagem.
No Congresso
Nesta quinta-feira (16), às 9h30, haverá novas reuniões da comissão especial que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de reforma da Previdência. Nesse mesmo dia, às 9h, também se reúnem os parlamentares que analisam o Projeto de Lei 6.787, que propõe mudanças na legislação trabalhista. As centrais se dividem entre apresentar emendas e vetar integralmente os textos governistas.
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