Bancários debatem modelo digital em mesa de negociação com o BB
Os bancários do banco do Brasil participaram, na quarta-feira (14), da primeira Mesa Temática de Resolução de Conflitos, na sede do Banco do Brasil em Brasília. A conquista é fruta do Acordo Coletivo 2016/2018 conquistado na Campanha Nacional deste ano. O tema do primeiro encontro foi BB digital
A Contraf-CUT, representada pela Comissão de Empresa dos Funcionários, levou aos gestores do BB responsáveis pela implantação do modelo digital as preocupações com os impactos da criação dos escritórios digitais na vida dos funcionários, considerando as migrações de cargos, funções e carteiras de clientes.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a mesa foi produtiva, com esclarecimentos dos questionamentos dos sindicatos e a afirmação de que não haverá redução de carteiras nos escritórios digitais. “É importante, nesta turbulência da reestruturação, as bancárias e bancários que terão carteiras migradas não sofrerem em dobro com perda de cargos e realocações com perda de salários. Acompanharemos os novos escritórios e faremos mais reuniões com os funcionários das agências envolvidas nas migrações para o BB digital, com o objetivo de dar assistência e proteger cargos e salários dos envolvidos neste processo. “
Os representantes dos funcionários questionaram o banco quanto ao cronograma de implantação dos escritórios e agências digitais nas capitais, regiões metropolitanas e no interior do país. As dúvidas sobre as migrações de carteiras em cada local onde já existem ou serão instalados os escritórios digitais, como também a informação sobre processo seletivo para as agências especializadas em MPE - Micro e Pequenas Empresas também foram abordadas.
O banco informou que já existem 24 escritórios digitais, sendo 12 para Pessoa Física e 12 de MPE, além de 232 Agências Estilo BB Digital. No cronograma mais próximo está a previsão de implantação de mais 21 escritórios PF e 14 MPE até o final do ano, mais 38 agências especializadas MPE. Segundo o banco, hoje se tem mapeado potencial para mais outros 200, aproximadamente.
Segundo o BB, primeiramente serão instalados os escritórios com poucas mudanças para os funcionários, com clientes da mesma praça e, posteriormente os casos regionalizados.
Não haverá redução de carteiras
O Banco do Brasil afirmou mais uma vez que não haverá redução de carteiras com a migração para os escritórios digitais e as vagas serão nomeadas na lateralidade, seguindo o TAO Especial, já dentro da reestruturação.
A Contraf-CUT e a Comissão de Empresa questionaram ainda o banco quanto aos processos seletivos que foram iniciados antes dos escritórios serem criados, com indicações e seleção fora do TAO - Sistema de Recrutamento e Seleção.
O banco reafirmou que não haverá seleção fora do TAO e as nomeações ocorrerão na laterilidade, priorizando quem perdeu a vaga em alguma unidade. O banco se comprometeu a fazer áudio ou videoconferências com as Gepes - Gerências Regionais de Gestão de Pessoas e com os Superintendentes Regionais para unificar o discurso e esclarecer sobre as nomeações.
Condições de trabalho
Os sindicatos apresentaram ao banco vários questionamentos e denúncias em relação às condições de trabalho envolvendo ambiência, ergonomia e também o uso excessivo de telefone, cabendo discussões sobre as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho.
O Banco informou que tem buscado atender e resolver os problemas apresentados, inclusive acionando mais o SESMT - Serviço Especializado Saúde e Medicina do Trabalho.
Neste item, a Comissão de Empresa orienta a todos os sindicatos a fazer a verificação de cada local dos escritórios que serão instalados e colher os depoimentos dos funcionários sobre as condições de trabalho.
Ficou acordado para a segunda quinzena de janeiro uma nova Mesa Temática sobre BB Digital onde serão dadas as respostas sobre os questionamentos colocados com os acompanhamentos dos novos escritórios que serão abertos até o início do próximo ano.
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