14/11/2016
Empregados da Caixa estão unidos contra o descomissionamento arbitrário
Os bancários da Caixa discutiram, em sete reuniões, o problema do descomissionamento arbitrário no banco. Os encontros foram promovidos pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e Apcef e contou com a participação de dezenas de comissionados, de todas as superintendências regionais da instituição. O objetivo foi debater propostas a serem apresentadas ao GT sobre o tema.
O GT deve estabelecer regras para a perda de função. Conquista da Campanha 2016, o grupo de trabalho tem 30 dias para ser concluído a partir de sua primeira reunião, já marcada para 24 de novembro.
“Os empregados relataram situações, dividiram experiências e apresentaram propostas para acabar com o descomissionamento na base da ‘canetada’, como ocorre hoje. O debate foi muito positivo”, avalia o diretor do Sindicato e empregado da Caixa Renato Perez.
Eles também criticaram a versão 033 do normativo RH 184, adotado pela direção do banco em julho deste ano, sob o governo de Michel Temer. “A intensão da nova direção da Caixa, com a versão 033 do RH 184, é cortar custos com pessoal, promovendo o achatamento na folha de pagamento dos empregados. É o ajuste fiscal sendo feito às custas do trabalhador”, afirma Renato Perez.
O dirigente lembra ainda que o Código 950, previsto no RH 184, prejudica ainda mais o bancário comissionado, pois estabelece critérios para a perda do direito à incorporação da função, prevista na Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). “Nas reuniões, os empregados denunciaram a falta de objetividade desses critérios e mostraram como eles podem ser usados para justificar qualquer descomissionamento sem incorporação do valor da função. Um deles, por exemplo, é ‘falta de comprometimento com horário e jornada’. Uma comissionada contou que, para evitar horas extras, ela combinou com o gestor de chegar um pouco mais tarde que seu horário normal. Ela questiona o que impede o banco de definir que isso é falta de compromisso com o horário”, conta.
Para Renato, o Código 950 é uma tentativa de barrar o passivo trabalhista, ao municiar a Caixa contra futuras ações na Justiça. “E no final das contas a Caixa ainda está desrespeitando uma súmula do TST.” Ele destaca, ainda, a opinião unânime entre os participantes das reuniões: “Os bancários da Caixa querem a revogação da versão 033 do RH 184.”
O GT deve estabelecer regras para a perda de função. Conquista da Campanha 2016, o grupo de trabalho tem 30 dias para ser concluído a partir de sua primeira reunião, já marcada para 24 de novembro.
“Os empregados relataram situações, dividiram experiências e apresentaram propostas para acabar com o descomissionamento na base da ‘canetada’, como ocorre hoje. O debate foi muito positivo”, avalia o diretor do Sindicato e empregado da Caixa Renato Perez.
Eles também criticaram a versão 033 do normativo RH 184, adotado pela direção do banco em julho deste ano, sob o governo de Michel Temer. “A intensão da nova direção da Caixa, com a versão 033 do RH 184, é cortar custos com pessoal, promovendo o achatamento na folha de pagamento dos empregados. É o ajuste fiscal sendo feito às custas do trabalhador”, afirma Renato Perez.
O dirigente lembra ainda que o Código 950, previsto no RH 184, prejudica ainda mais o bancário comissionado, pois estabelece critérios para a perda do direito à incorporação da função, prevista na Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). “Nas reuniões, os empregados denunciaram a falta de objetividade desses critérios e mostraram como eles podem ser usados para justificar qualquer descomissionamento sem incorporação do valor da função. Um deles, por exemplo, é ‘falta de comprometimento com horário e jornada’. Uma comissionada contou que, para evitar horas extras, ela combinou com o gestor de chegar um pouco mais tarde que seu horário normal. Ela questiona o que impede o banco de definir que isso é falta de compromisso com o horário”, conta.
Para Renato, o Código 950 é uma tentativa de barrar o passivo trabalhista, ao municiar a Caixa contra futuras ações na Justiça. “E no final das contas a Caixa ainda está desrespeitando uma súmula do TST.” Ele destaca, ainda, a opinião unânime entre os participantes das reuniões: “Os bancários da Caixa querem a revogação da versão 033 do RH 184.”
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Economus: Diálogo com conselheiros resulta em propostas de melhorias no processo de autorização para exames
- BB perde a oportunidade de apresentar respostas às reivindicações dos trabalhadores
- Mobilização ganha força nas agências e recado aos bancos é claro: a categoria exige valorização!
- Conferência Nacional dos Financiários começa com debate sobre perfil da categoria, saúde e prioridades da Campanha Nacional 2026
- Santander tenta intimidar Previc na Justiça para se eximir de obrigações com o Banesprev
- Saúde Caixa: Banco apresenta proposta que chega a dobrar mensalidade
- Após pressão sindical, Itaú confirma vigilantes em todos os Espaços Itaú de Negócios até outubro
- Campanha Nacional: bancos se comprometem a apresentar proposta geral às reivindicações da categoria no dia 13
- Super Caixa precisa ser negociado e reconhecer o trabalho de todo o quadro de pessoal do banco
- CEBB cobra avanços para funcionários do Banco do Brasil em negociação nesta quarta-feira (5)
- Campanha Nacional Unificada das bancárias e dos bancários entra em fase decisiva
- Bancos lucram mais com digitalização, mas clientes e trabalhadores pagam a conta
- Em resposta ao movimento sindical, Caixa esclarece patrocínio ao atletismo
- CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período