Financiários aceitam proposta da Fenacrefi e assinam CCT na terça-feira (25)
A Contraf-CUT, federações, sindicatos e a Federação Nacional de Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos (Fenacrefi) assinam na próxima terça-feira (25), às 11h, em São Paulo, a Convenção Coletiva de Trabalho 2016-2018 (CCT). Assim como a categoria bancária, os financiários também asseguraram acordo bianual, que reajuste de 8% nos salários, mais abono de R$2 mil, reajuste de 10% no vale refeição e no auxílio creche-babá e de 15% no vale alimentação, agora em 2016. Para 2017, a Fenacrefi aceitou repor integralmente a inflação (INPC/IBGE), mais 1% de aumento real nos salários e em todas as verbas. A proposta foi votada e aprovada pelos financiários em assembleias realizadas pelos sindicatos, nesta semana, em todo o país.
O texto também conta com anistia dos dias parados, aumento da licença paternidade para 20 dias e abono assiduidade, que dá direito a uma folga por ano. Após a assinatura da CCT, as financeiras têm até dez dias úteis para pagar o abono de R$2 mil e a antecipação da PLR, correspondente a 60% do valor.
Composição da PLR
- 90% SOBRE O SALÁRIO BASE + VERBAS FIXAS
- VALOR FIXO DE 2.300,26 + 8,00% = 2.484,28
- TETO DE 10.977,76 + 8,00% = 11.855,98
- PARCELA ADICIONAL = 20% SOBRE VALOR FIXO
- ADIANTAMENTO DE 60% - Pagamento até 10 (dez) dias úteis após assinatura
Para Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, a campanha deste ano é considerada histórica, com a primeira greve da categoria e a 1ª Conferência Nacional dos Financiários, realizada em maio.
“O financiário também entendeu que “Só a luta te Garante’. Pela primeira vez a categoria paralisou suas atividades para demonstrar que suas demandas são justas e que os trabalhadores precisam ser respeitados. Nossa negociação conseguiu garantir um acordo de dois anos, assim como para os bancários, que assegura direitos dentro de uma conjuntura desfavorável para o trabalhador brasileiro neste momento. Saímos mais do que vitoriosos, confiantes de que a nossa unidade está crescendo em todo o país”, avalia.
“Continuaremos mobilizados por melhores condições de trabalho. A nossa primeira conferência nacional neste ano, que reuniu os anseios dos trabalhadores e trabalhadoras do ramo de várias partes do Brasil, foi essencial para o fortalecimento da nossa campanha. Vamos continuar lutando por uma mesa de negociação que respeite a categoria como ela merece, com um debate mais aprofundado das questões específicas ”, completa Jair Alves dos Santos, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Organização dos Financiários.
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