Comando Nacional dos Bancários assina acordos com Fenaban e Caixa no dia 13
O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assinam nesta quinta-feira (13), às 16h, no Hotel Maksoud, em São Paulo, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2016/2018. Logo em seguida, será assinado o acordo aditivo (ACT) da Caixa. Com isso, os bancos têm até dez dias após a assinatura para creditar aos funcionários a antecipação da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e o abono de R$ 3,5 mil. Na Caixa, será pago até dia 20.
> Acordo do BB também será assinado nesta quinta-feira 13
Para este ano, em relação às cláusulas econômicas, o reajuste nos salários será de 8% mais abono de R$ 3.500, pago uma única vez. Fica garantido também reajuste de 15% no vale-alimentação e na 13ª cesta, e de 10% no vale-refeição e auxílio-creche/babá. Em 2017, porém, haverá a reposição da inflação mais 1% de aumento real para salários e todas as verbas.
A PLR da Fenaban é formada pela regra básica mais a adicional. Na antecipação serão pagos, a título de regra básica, 54% do salário mais fixo de R$ 1.310,12, limitado a R$ 7.028,15 e ao teto de 12,8% do lucro líquido do banco - o que ocorrer primeiro - apurado no primeiro semestre de 2016. A regra do adicional prevê 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016 dividido igualmente entre os trabalhadores, com teto de R$ 2.183,53.
Itaú e HSBC
Os bancários do Itaú, junto com a primeira parcela da PLR e o abono, vão receber também a PCR. E os trabalhadores do HSBC – que teve suas operações no Brasil adquiridas pelo Bradesco – conquistaram o pagamento da PLR pelo Bradesco para os meses de julho, agosto e outubro, que será creditado a título de antecipação.
Santander
O movimento sindical solicitou à direção do Santander o pagamento até 20 de outubro da antecipação da PLR, diferenças salariais retroativas a 1º de setembro (data base da categoria bancária) e o abono. Os documentos referem-se aos funcionários da ativa do Santander Brasil e aos aposentados pelo banco Banespa.
Acordo Aditivo da Caixa
O acordo aditivo na Caixa assegura o pagamento da regra básica da PLR da Fenaban, correspondente a 90% do salário mais R$ 2.183,53, limitado a R$ 11.713,59. Fica garantido também o mínimo de um salário ao empregado e ainda o adicional de PLR, que equivale à distribuição de 2,2% do lucro líquido entre todos os trabalhadores. No dia 20, a Caixa pagará 60% da PLR, mais diferenças salariais retroativas de setembro.
PLR Social - Manutenção por dois anos da PLR Social, que corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido entre os trabalhadores.
RH 184 - Acordo prevê dois importantes pontos para a revisão do normativo RH 184. Um deles, a criação de um grupo de trabalho (GT) para discutir e estabelecer, em 30 dias a partir de sua implantação, critérios objetivos de descomissionamento. A intenção é acabar com a arbitrariedade no processo, institucionalizada pelo RH 184, que deixou a decisão aos critérios subjetivos da chefia.
Outro ponto será a implantação de comissão paritária para discutir a situação dos caixas. O objetivo é rever a extinção da função, prevista no RH 184, que determinou a substituição de caixas efetivos por caixas minuto.
Promoção por mérito - A evolução por mérito fica assegurada também por dois anos, da mesma forma que o GT que discute o aprimoramento constante dos critérios de promoção.
Bolsa de estudos - Concessão de 1,6 mil bolsas: até 300 para graduação, 500 para pós-graduação e 800 para idiomas.
Licença-amamentação - Assegura às mães empregadas, inclusive adotivas, com filho de idade inferior a 12 meses, dois descansos especiais diários de meia hora cada, facultado à beneficiária a opção pelo descanso único de uma hora.
Vale-cultura - Mantido a quem ganha até oito salários mínimos se o benefício for renovado pelo governo Temer.
Parcelamento do adiantamento de férias - A Caixa renovará a cláusula referente ao parcelamento do adiantamento de férias em até 10 parcelas mensais.
Saúde Caixa - Manutenção do GT Saúde do Trabalhador, do Saúde Caixa e da mesa permanente de negociação; trazendo para a pauta a discussão dos impactos decorrentes da implantação de novos processos de trabalho.
Fim das metas abusivas – A Caixa se comprometeu a discutir com o movimento sindical questões relativas ao estabelecimento, cobrança, dimensionamento e avaliação de desempenho das metas, fatores de grande adoecimento na categoria bancária.
Fim do tesoureiro minuto – O banco ratificou o cancelamento de comunicado interno que estabelecia que os tesoureiros só seriam designados em caráter de tesoureiro minuto.
Reestruturação – A empresa se comprometeu a discutir em mesa permanente, reestruturação, remodelagem e outras mudanças. Entre elas as que hoje ameaçam as Gerências de Reestruturação e Retaguarda (Direts).
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