15/07/2016
Gestor oferece café da tarde, mas serve demissão para trabalhadora
Não basta demitir, tem de demitir com crueldade. Ao invés de serem verdadeiros e honestos na relação com seus subordinados, alguns gestores do atendimento Van Gogh utilizaram de muita crueldade ao enganar uma bancária do Vila (foto) na hora de demiti-la. Fizeram à trabalhadora um convite para um café da tarde com a coordenadora do setor, quando, na verdade, era esperada em uma sala para assinar a demissão.
“A bancária possui histórico de afastamento por doença psicossomática, mas, embora ainda em tratamento, já tinha retornado ao trabalho. Só que na semana passada teve de se ausentar do trabalho por conta de outro problema de saúde. Nesse mesmo dia, após contato por WhatsApp, uma das suas supervisoras ligou e falou que ela tinha sido convidada para um café da tarde realizado dali dois dias, um dia após sua folga, com a coordenadora do setor. No entanto, ao chegar para o tal café, foi comunicada da demissão”, conta o dirigente e funcionário do Santander Gilberto Campos, o Giba, do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
A funcionária demitida relata que estava muito animada para o café com a coordenadora, se arrumou de maneira mais formal e pretendia expor suas ideias. Só descobriu que seria demitida quando entrou na sala. “O tempo inteiro a supervisora que me ligou e também a outra que me acompanhou até a sala no dia da demissão continuaram afirmando que se tratava de um café da tarde. Só soube da verdade quando eu já estava na sala com a coordenadora e não tinha mais jeito”, diz.
“Quando eu retornei do afastamento por um problema psicossomático, não fui incluída no programa Retorne Bem. Eu ainda estou doente e o banco sabe disso. Foi por causa do trabalho que adoeci. Mas, se era para me demitir, que fizessem com dignidade. Não dessa forma, com tudo planejado para me enganar”, acrescenta a trabalhadora.
Para Giba, a forma como foi conduzida a demissão, além de irregular, foi desumana. “Não poderiam demitir uma bancária adoecida. Ainda mais da forma desonesta como a situação foi conduzida. No momento de uma demissão, onde o trabalhador fica vulnerável diante de uma notícia tão ruim, é fundamental que exista sensibilidade e respeito”, critica o dirigente sindical.
O Sindicato vai cobrar explicações e as providências cabíveis por parte do banco nesse caso específico. Além disso, reivindica também que o Santander oriente seus gestores quanto à forma adequada de tratar os trabalhadores. “Respeito é bom, nunca é demais e todo mundo gosta”, conclui Giba.
“A bancária possui histórico de afastamento por doença psicossomática, mas, embora ainda em tratamento, já tinha retornado ao trabalho. Só que na semana passada teve de se ausentar do trabalho por conta de outro problema de saúde. Nesse mesmo dia, após contato por WhatsApp, uma das suas supervisoras ligou e falou que ela tinha sido convidada para um café da tarde realizado dali dois dias, um dia após sua folga, com a coordenadora do setor. No entanto, ao chegar para o tal café, foi comunicada da demissão”, conta o dirigente e funcionário do Santander Gilberto Campos, o Giba, do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
A funcionária demitida relata que estava muito animada para o café com a coordenadora, se arrumou de maneira mais formal e pretendia expor suas ideias. Só descobriu que seria demitida quando entrou na sala. “O tempo inteiro a supervisora que me ligou e também a outra que me acompanhou até a sala no dia da demissão continuaram afirmando que se tratava de um café da tarde. Só soube da verdade quando eu já estava na sala com a coordenadora e não tinha mais jeito”, diz.
“Quando eu retornei do afastamento por um problema psicossomático, não fui incluída no programa Retorne Bem. Eu ainda estou doente e o banco sabe disso. Foi por causa do trabalho que adoeci. Mas, se era para me demitir, que fizessem com dignidade. Não dessa forma, com tudo planejado para me enganar”, acrescenta a trabalhadora.
Para Giba, a forma como foi conduzida a demissão, além de irregular, foi desumana. “Não poderiam demitir uma bancária adoecida. Ainda mais da forma desonesta como a situação foi conduzida. No momento de uma demissão, onde o trabalhador fica vulnerável diante de uma notícia tão ruim, é fundamental que exista sensibilidade e respeito”, critica o dirigente sindical.
O Sindicato vai cobrar explicações e as providências cabíveis por parte do banco nesse caso específico. Além disso, reivindica também que o Santander oriente seus gestores quanto à forma adequada de tratar os trabalhadores. “Respeito é bom, nunca é demais e todo mundo gosta”, conclui Giba.
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