Fundo de pensão fecha 2011 com R$ 155 bi em ativos e Contraf exalta papel dos bancários
A Previ realizou na terça-feira (3) a apresentação oficial dos resultados consolidados do fundo de pensão em 2011. Apesar de sofrer impactos da crise econômica internacional, o fundo dos funcionários do Banco do Brasil teve um resultado positivo, fechando o ano com ativos no valor de R$ 155,6 bilhões, aumento de R$ 2,8 bilhões em relação a 2010.
A Contraf-CUT acompanhou a exibição dos dados e foi representada por seu secretário de Formação, William Mendes, funcionário do BB, que lembrou a importância da atuação dos trabalhadores para a gestão bem sucedida do fundo.
No ano passado, a Previ continuou sendo o maior fundo do Brasil e da América Latina e acumulou um superávit de R$ 24,6 bilhões, inferior aos R$ 26,89 apurados em 2010. No entanto, o resultado permanece bastante positivo, permitindo a manutenção em 2012 da suspensão das contribuições dos bancários, o que está vigente desde 2007. O fundo reúne 119.329 participantes no Plano 1.
Previ Futuro
O Previ Futuro apurou um patrimônio de R$ 2,893 bilhões em 2011, crescimento em relação aos R$ 2,239 bilhões registrados em 2010. O plano teve ainda um aumento importante no número de participantes, registrando 74.367, um aumento de 8.180 pessoas.
O plano registrou ainda uma adesão recorde de 93,34%. Considerado isoladamente, o Previ Futuro seria o 7º maior fundo de pensão do Brasil em número de participantes. Em relação ao patrimônio, seria o 30º maior.
Resultados da luta dos funcionários
Em sua manifestação durante o evento, William Mendes lembrou que a Previ e demais entidades do funcionalismo são frutos da luta da categoria bancária. "A ampla maioria dos direitos novos dos funcionários do BB na Previ é fruto da luta organizada através dos sindicatos de bancários da CUT", afirmou.
Entre os avanços lembrados por William Mendes, está a gestão compartilhada, que foi conquistada na reforma do estatuto em 1997. Desde 1998, os associados passaram a eleger metade da diretoria e maioria dos conselhos deliberativo e fiscal da Caixa de Previdência.
"Foi a presença dos representantes dos trabalhadores que permitiu o fim ou a redução das operações financeiras estranhas aos objetivos da Previ, que é complementar e garantir recursos de aposentadoria e pensão aos funcionários", destaca.
Outras vitórias foram melhorias de benefícios negociadas em 2005 (redução da Parcela Previ com o uso do Fundo Paridade, recurso garantido pelos sindicatos através da Justiça), bem como as negociações dos superávits de 2007 e 2010, gerando o benefício especial temporário (BET).
"Além disso, os sindicatos cutistas lutaram nos anos 2000 contra as intervenções do governo do PSDB, que retiraram direitos dos associados como a Diretoria de Participação dos eleitos, que tinha como objetivo na reforma do estatuto em 1997 equilibrar o poder de gestão do fundo em relação ao patrocinador que tinha a diretoria de investimentos e a presidência", destacou.
"O interventor também implantou o voto de minerva, tirando a paridade e permitindo ao patrocinador Banco do Brasil ter poder de decisão, mesmo com a discordância da parte eleita pelos funcionários. Pelo estatuto conquistado em 1997, os trabalhadores elegiam quatro conselheiros deliberativos e o banco indicava três e elegíamos três conselheiros fiscais e o banco indicava dois", lembrou.
O dirigente da Contraf-CUT frisou que os bancários devem estar sempre atentos às decisões da Previ, que é seu patrimônio. "Nossos sindicatos fazem um grande esforço para que os bancários da ativa, bem como os aposentados, participem das apresentações e fiscalizem o que os gestores estão fazendo com as nossas reservas de aposentadoria", completou.
Fonte: Contraf-CUT
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