Juro do crédito recua, mas "spread" bancário volta a subir
A Selic, é a taxa básica utilizada para operações de curtíssimo prazo entre as instituições financeiras. Com a diminuição promovida pelo governo brasileiro, os bancos estão gastando menos para captar recursos no mercado. Entre agosto e setembro, o valor que os bancos gastaram para as captações recuou de 11,9% para 10,9% ao ano, ou seja abaixo da Selic, de 11,5%.
Se os bancos estão gastando menos, então eles também estão cobrando menos de seus clientes, correto? Errado. Embora, eles tenham reduzido os juros sobre empréstimos, o spread subiu no período em questão.
Entre agosto e setembro, a taxa média cobrada dos clientes para operações de crédito caiu 0,7 ponto percentual, chegando a 39% ao ano. O custo das operações com pessoas jurídicas diminuiu 0,9 ponto percentual para 30% ao ano, enquanto o das pessoas físicas caiu de 46,2% para 45,7% ao ano.
Por outro lado, o spread, que é a diferença entre as taxas de captação dos bancos e a aplicada aos clientes, subiu de 34,4 ponto, em agosto, para 35 ponto na média em setembro. Ou seja, os bancos não estão repassando integralmente a redução da taxa de juros com a qual conseguiram os recursos.
Os analistas de mercado afirmam que a postura dos bancos tem a ver com os riscos da inadimplência. No entanto, os dados do Banco Central indicam que a inadimplência das famílias mantém-se estável em 5,3%, enquanto o indicador de calote para as empresas apresentou ligeira queda de 0,1 ponto, para 3,8%, no mesmo período.
“São dois pesos e duas medidas. Os bancos no Brasil se aproveitam das medidas do governo para ampliar ainda mais seus lucros, em vez de cobrar menos de seus clientes. Embora, eles tenham promovido uma ligeira queda nos juros sobre empréstimos, basta atentar para os juros médios anuais cobrados pelas instituições financeiras sobre as operações de crédito de 39%, enquanto a selic está em 11,5%”, compara Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP.
Conforme o dirigente, o correto seria os bancos adotarem práticas para contribuir por um melhor giro da economia. “Dessa maneira, eles poderiam dar a sua parte para diminuir os efeitos da crise financeira internacional no Brasil”, afirma Alemão.
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