10/06/2022
Funcionários do Banco do Brasil aprovam propostas de reivindicações

É preciso recuperar o papel do Banco do Brasil como banco público voltado para o desenvolvimento sustentável do país, para a política agrícola, para os interesses da maioria da sociedade, para a redução das desigualdades sociais e regionais, para a recuperação da atividade econômica geradora de emprego e renda, e para a inclusão dos setores mais amplos da população.
Esta foi a tônica do 33º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), que está sendo realizado de forma híbrida (presencial e virtual), entre os dias 8 e 10 de junho, em São Paulo. O 33º CNFBB é uma das etapas da Campanha Nacional dos Bancários 2022, que irá renovar a Convenção Coletiva de Trabalho e os acordos coletivos de trabalho específicos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Os delegados eleitos pelos bancários e bancárias, e organizados nas federações por Estados, debateram e aprovaram uma série de propostas sobre saúde e condições de trabalho que serão incluídas na pauta de reivindicações a ser debatida com a direção do Banco do Brasil nas negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.
“O conjunto de reivindicações foi formulado com a participação das federações de todas as regiões do país. Seu conteúdo inclui desde tratamento igualitário a todos e todas as funcionárias do BB, incluindo dos bancos incorporados, até percentual de mulheres na mesma proporção da população do BB e saúde mental dos funcionários, como avaliação psíquica sempre que o trabalhador solicitar, através da Cassi”, resumiu o João Fukunaga, coordenador da CEBB.
Apesar de todas as entidades locais já terem tido contato com o material, durante a mesa que fechou o terceiro dia do encontro, as 11 páginas que compõem o documento foram relidas. “Esse processo foi importante para corroborar a nossa missão de democratizar ao máximo os processos sindicais”, completou Fukunaga.

Para Luiz Eduardo de Mattos Freire (Sadan), que representou os bancários de Catanduva e região no evento, os debates trouxeram importantes contribuições para a organização da categoria, sobretudo dos funcionários do BB, para o enfrentamento dos ataques aos direitos que estão sendo desferidos contra os trabalhadores e o caráter público do banco.
"O governo e a direção do BB sinalizam que a intenção deles é privatizar esta instituição secular, que sempre esteve a serviço da sociedade brasileira, sempre atuando em momentos de crises para garantir a continuidade dos serviços bancários e da bancarização. Querem acabar com tudo o que é público, com tudo o que possibilita o povo brasileiro a ter uma vida melhor. São os bancos públicos os responsáveis pelo desenvolvimento do país e serão eles que nos ajudarão a sair da crise na qual nos encontramos. Temos que fortalecer nossa organização para mostrar que o Banco do Brasil é do povo brasileiro”, ressaltou Sadan.
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