06/12/2021
Não vacinados são 80% das mortes e internados por Covid no Brasil

De cada 10 pessoas que morreram por covid-19, oito não estavam vacinados, de acordo com um relatório encomendado pelo Uol. O estudo sobre os não vacinados considera internações e mortes que ocorreram após o início da aplicação da segunda dose da vacina no Brasil, em 1º de março. A plataforma Info Tracker, responsável pelo levantamento, foi desenvolvida pela USP (Universidade de São Paulo) e Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) para monitorar os números da pandemia.
Segundo o estudo, de 1º março até 15 de novembro 306.050 pessoas morreram de covid no Brasil. Destes, 79,7% (243 mil) das vítimas não haviam tomado nenhuma dose da vacina. O número cai para 10,7% (32 mil) considerando os que completaram o ciclo vacinal e 9,7% (29 mil) para quem tomou uma dose. Desde o início da aplicação da segunda dose, o número de óbitos caiu 94%, de 89,6 mil em março para 5.744, em outubro.
No período, dos 981 mil internados, 81,7% (802 mil) não eram vacinados. Apenas 9,6% (93 mil) internados completaram o ciclo vacinal e 8,7% (85 mil) receberam somente a 1ª dose.
Não é a primeira vez que conclusões semelhantes são apresentadas. Os governos de Israel e Estados Unidos (EUA), por exemplo, vêm alertando há meses sobre a chamada “pandemia de não vacinados”. Em algumas regiões quase todos os casos de internação registrados são de pessoas que não passaram pela imunização.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA divulgou uma pesquisa de grandes proporções, em que 600 mil pessoas foram acompanhadas. Os resultados indicam que quem não tomou a vacina tem dez vezes mais possibilidade de precisar de internação.
Em 8 de novembro, o Brasil de Fato mostrou que um balanço realizado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal apontava que 80% das internações e óbitos ocorridos nos hospitais de campanha também é de pessoas não vacinadas contra a covid-19. O monitoramento foi feito com pacientes que deram entrada no Hospital de Campanha do Gama.
Na luta para vencer a pandemia, Sindicato cidadão reforça importância da vacinação contra o Covid-19. A pandemia não acabou! O momento ainda requer cuidados e não podemos colocar em risco nossa saúde, a vida de nossos familiares e daqueles que compartilham do nosso local de trabalho.
O presidente do Sindicato, Roberto Vicentim, também destaca que muitas pessoas tomaram a primeira dose e já se sentiram aliviadas, mas que é fundamental completar o ciclo vacinal com a segunda dose e, agora, terceira dose. "Temos um contingente bastante significativo de pessoas que ainda não tomaram no prazo já estabelecido. Fica um apelo a todos: que não deixem de se imunizar”.
Vicentim reforça que a posição negacionista de Bolsonaro traz consequências danosas para a sociedade. "Imagine o Brasil sem as vacinas obrigatórias contra a poliomielite ou paralisia infantil, caxumba, rubéola, sarampo, a tuberculose, a meningite, o tétano, a febre amarela. Ao dizer que "ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”, o governo contraria a ciência e mais uma vez faz uma defesa da morte, sob o argumento da liberdade", explica.
“É unanimidade entre médicos e cientistas que a vacina contra a Covid-19 é essencial para frear a pandemia que já matou mais de 600 mil brasileiros e infectou milhões de pessoas. É através dessa imunização que está sendo possível a reabertura das cidades e das atividades econômicas de forma segura. Por isso, a importância em cumprir na integralidade a vacinação contra o vírus, buscando o fechamento do esquema vacinal. Somente assim é que fechamos o escudo da imunidade. Se a primeira dose é importante, a segunda e o reforço são fundamentais”, ressalta.
Se você ainda não completou sua imunização, compareça à unidade de saúde ou posto de vacinação mais próximo da sua residência e vacine-se! É provável que estar imunizado com as vacinas que temos pode não ser suficiente para impedir a infecção da nova variante, mas pode ser suficiente para impedir casos mais graves. É um alerta da ciência para o mundo.
"Os governos que liberaram o uso de máscaras e estimulam a aglomerações deveriam ter mais responsabilidade e rever essas posições. Não é hora de relaxar, é hora de vacinar", conclui Vicentim.
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