BB pega pesado nas metas e assédio corre solto. Bancários devem denunciar a prática
Um exemplo do aumento do assédio moral no banco é o caso de um gerente geral, lotado na região central de São Paulo, que expôs bancários em e-mails enviados ao gerente regional, com cópia para todos os funcionários, cobrando a realização de cursos de reciclagem por funcionários que não atingiram as metas de vendas.
“Essa prática constrange o bancário frente aos colegas e obviamente configura assédio moral. É resultado direto do tipo de gestão imposta hoje pela direção do banco. Mesmo reduzindo o quadro e fechando agências, são estabelecidos percentuais cada vez maiores para vendas de produtos. O BB estipula metas abusivas e os gestores, com o quadro de funcionários reduzido, utilizam-se do assédio moral como ferramenta para que as unidades pelas quais são responsáveis alcancem os resultados impostos”, critica a dirigente sindical e bancária do BB Silvia Muto.
“Também é importante lembrar que vivemos um momento de crise econômica, de elevado desemprego e, assim, os aportes previdenciários e a demanda por produtos caem significativamente. O BB cobra resultados cada vez maiores, mas ignora o contexto do país para estabelecer metas”, acrescenta.
O movimento sindical cobra do BB que a OS emitida pela Super Capital seja revogada e que os gestores sejam reorientados, de forma que não utilizem o assédio moral como ferramenta de gestão. “É inadmissível que resultados sejam cobrados na base da ameaça, do descomissionamento e da demissão”, pontua Silvia.
Denuncie – Júlio Mathias, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, ressalta que assédio moral é crime e deve ser denunciado. "Orientamos o bancário vítima de assédio moral que denuncie ao Sindicato através da ferramenta Denuncie, disponível no site da entidade. O sigilo é absoluto."
MAIS NOTÍCIAS
- Campanha Nacional: bancos se comprometem a apresentar proposta geral às reivindicações da categoria no dia 13
- Campanha Nacional Unificada das bancárias e dos bancários entra em fase decisiva
- CEBB cobra avanços para funcionários do Banco do Brasil em negociação nesta quarta-feira (5)
- Após pressão sindical, Itaú confirma vigilantes em todos os Espaços Itaú de Negócios até outubro
- Super Caixa precisa ser negociado e reconhecer o trabalho de todo o quadro de pessoal do banco
- Bancos lucram mais com digitalização, mas clientes e trabalhadores pagam a conta
- Desemprego no 2º trimestre é 5,4%, o menor já registrado no período
- CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil
- CEE rejeita proposta da Caixa para Promoção por Mérito
- Em resposta ao movimento sindical, Caixa esclarece patrocínio ao atletismo
- Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos
- Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas
- BB negocia remuneração, plano de carreira e valorização dos funcionários nesta sexta-feira (31)
- Lucro de bancos no Brasil supera os ganhos do setor em 15 países latino-americanos somados
- Edital convoca empregados da Caixa para assembleia extraordinária virtual no dia 4 de agosto