11/12/2015
BB ‘induz ao erro’ em compensação de horas após a greve
O Banco do Brasil está sendo pressionado pelo movimento sindical devido à sua intransigência no processo de compensação das horas não trabalhadas durante a greve.
Em comunicado interno, o BB impôs aos grevistas o cumprimento de uma hora inteira na compensação, o que obriga o trabalhador com jornada de seis horas a fazer intervalo de almoço também de uma hora.
Entretanto, o acordo assinado pelo banco prevê que a compensação será de, no máximo, uma hora por dia até 15 de dezembro.
Ao abordar o desconto de quem não fizer a compensação, o BB induziu o trabalhador ao erro ao afirmar que o período não compensado seria descontado. Depois, reconheceu que a informação não procede, ou seja, as horas excedentes serão anistiadas.
“Tão logo assinou o acordo, o BB logo quis confundir e induzir os funcionários ao erro. Não vamos aceitar que o BB queira impor represálias a quem lutou legitimamente na defesa de seus direitos”, critica o dirigente Roberto Carlos Vicentim.
Segundo ele, a intenção do banco é exatamente essa: ameaçar para que o funcionário não faça greve. “É uma forma de retaliação, pressão e assédio moral. É uma prática antissindical, que deve ser combatida.”
A greve da categoria bancária terminou após 21 dias com acordo que garantiu anistia de boa parte dos dias parados: 63% para jornada de 6 horas e 72% para jornada de 8 horas.
As bases sindicais que permaneceram em greve até 27 de outubro têm de compensar esse dia de paralisação entre 16 de dezembro a 29 de janeiro. Se isso não ocorrer apenas esse dia será descontado. Em Catanduva, a greve terminou no dia 26.
Cassi
Cassi
Investimento no modelo de Atenção Integral à Saúde, manutenção do princípio da solidariedade e garantia de cobertura do plano para ativos, aposentados, dependentes e pensionistas. Essas foram premissas defendidas pelos representantes do funcionalismo, da ativa e aposentados na retomada da mesa de negociação específica com o BB sobre a situação deficitária da Cassi, em novembro.
Na reunião, os trabalhadores discordaram da proposta do banco público de criação de um fundo para pagamento de compromisso pós-laboral. Isso significaria ao BB antecipar suas contribuições à Cassi mas, em contrapartida, deixar de repassar à entidade seu percentual (4,5%) relativo a futuras aposentadorias.
Os funcionários propuseram cronograma de negociações mais intensivo e que sejam apresentadas propostas para serem discutidas, tanto no âmbito da sustentabilidade de longo prazo da caixa de assistência quanto em questões financeiras emergenciais.
Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, destaca que a retomada das negociações com o banco é de extrema importância. “Vamos iniciar um calendário de mobilização em prol da Cassi. A construção de acordo que garanta a sustentabilidade da Cassi passa pelo envolvimento de todos.”
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