SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE CATANDUVA E REGIÃO

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 07/12/2021

Em Dia Nacional de Luta, Sindicato denuncia falta de condições de trabalho no BB e na Caixa



O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região somou-se, nesta treça-feira (7), aos bancários e bancárias de todo o país no Dia Nacional de Luta em defesa do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de seus empregados. 

“Nosso principal objetivo foi o de denunciar as precárias condições de trabalho em ambos os bancos, que reduzem o quadro de pessoal, sobrecarregam os trabalhadores, estabelecem metas desumanas, abusivas, e promovem o assédio institucional, o que acaba levando muitos ao adoecimento”, disse a coordenadora do Grupo de Trabalho de Defesa dos Bancos Públicos, Fernanda Lopes. “Mas, também mostrar que toda esta situação acaba por prejudicar o atendimento à população e exigir mais contratações, para repor o quadro, reduzir a sobrecarga de trabalho e melhorar o atendimento à população”, completou Fernanda, que também é funcionária do BB e representa a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

Nos últimos anos, tanto a Caixa quanto o Banco do Brasil vêm sofrendo com a redução de pessoal, fechamento de agências e a venda de áreas importantes e altamente lucrativas para a iniciativa privada, o que prejudica o atendimento diário à população, mas sobretudo a atuação dos bancos como um todo.

Falta de reconhecimento

A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, ressaltou a falta de reconhecimento do trabalho realizado pelos trabalhadores. “A falta de reconhecimento é um ponto comum em todos os bancos e, mais do que isso, por todos os patrões”, observou. Ela ressaltou, porém, que a Caixa implantou, sem negociação com as representações sindicais, uma ferramenta chamada de “curva forçada” que, independente do resultado obtido, classifica 5% dos empregados como “não atende”. “Eles são punidos com a não evolução no plano de cargos e salários (PCS), por exemplo, o que significa perda de remuneração e de possibilidade de evolução na carreira”, explicou a dirigente.

Cartas à população

Na manhã desta terça-feira, diretores do Sindicato percorreram agências do BB e da Caixa para dialogar com os Trabalhadores, clientes e usuários dos serviços bancários. Na ocasião, foram entregues duas cartas abertas direcionadas à população, para explicar os motivos das manifestações.

“A reestruturação, em andamento desde o início do ano, reduziu significativamente o número de funcionários e de unidades, sobrecarregando de trabalho os funcionários. O banco precisa reverter este cenário, em benefício do melhor atendimento, diminuição das filas e da aglomeração que aumenta o risco de contágio por Covid-19”, diz um trecho da carta aberta dos funcionários do BB.

“A população sempre teve na Caixa o apoio para o recebimento dos benefícios dos programas sociais do governo. O atendimento à população infelizmente é precário. A verdade é que isso não é culpa dos empregados. Um verdadeiro desmonte do banco está acontecendo e sendo promovido pelo governo Bolsonaro e pelos gestores do banco indicados pelo governo”, afirma um trecho da carta aberta dos empregados da Caixa.

"A situação está insustentável", denunciou o diretor do Sindicato, Antônio Júlio Gonçalves Neto, criticando as direções dos bancos. "O movimento sindical tem recebido cada vez mais denúncias dos bancários sobre as condições de trabalho e o desrespeito aos direitos dos trabalhadores. O excesso de trabalho durante a pandemia, pelo visto, não foi uma exceção. A gestão do caos da direção do BB e da Caixa é sistemática e não vamos permitir que os empregados sejam submetidos a tais condições. Não vamos nos calar e assistir a tudo sem defender os trabalhadores. Queremos bancos públicos, fomentadores do desenvolvimento econômico e social, e que valorizem e respeitem seus funcionários”, complementou Tony.

Redes sociais

Além das atividades de rua, o Sindicato também estava mobilizado nas redes sociais, que foram “invadidas” pela hashtag #ProcuramosNoBBeCaixa para denunciar a falta de condições de trabalho nos maiores bancos públicos do país.
 

"Nosso intuito foi demonstrar que o respeito e a valorização dos trabalhadores é cada vez mais um artigo raro nos bancos públicos, assim como está ficando raro encontrar empregados para realizar o atendimento que a população merece”, acrescentou o diretor do Sindicato.

A luta continua

As atividades realizadas nesta terça-feira devem continuar até que o banco reconsidere a posição de querer implementar a “curva forçada” no programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), que já recebia crítica dos empregados mesmo antes do acréscimo da “curva forçada”.

A GDP, que também foi implementada sem negociação com os empregados, já era ruim, pois se utiliza de critérios subjetivos para avaliar o desempenho dos trabalhadores. Mas, com esse novo mecanismo implementado, se torna inaceitável. Trata-se de uma ferramenta anacrônica, que foi aposentada até pelas empresas privadas nos anos 1980, por não ser capaz de levar ao desenvolvimento profissional e de desempenho das pessoas. E, pior do que isso, o banco confessou que decidiu usá-la para fazer com que os gestores avaliem os empregados sem serem tão ‘bonzinhos.



Fonte: Contraf-CUT, com edição de Seeb Catanduva
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