SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE CATANDUVA E REGIÃO

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 01/11/2021

Sindicato apoia Campanha Novembro Azul e alerta homens para a prevenção contra o câncer


 

Foi na busca por conscientizar sobre a importância da prevenção e diagnóstico do câncer de próstata que surgiu a campanha Novembro Azul. No Brasil, a doença está entre as duas mais comuns entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região está engajado na campanha, e, como entidade cidadã, participará com a divulgação durante todo o mês de material informativo, com orientações sobre o câncer de próstata, a saúde do homem e a importância da atividade física como forma de prevenção.

"Seja por descuido ou preconceito, muitos homens acabam deixando de lado visitas periódicas ao médico e exames importantes que podem diagnosticar doenças graves. Por reconhecer a importância do diagnóstico precoce, já que as chances de cura são de 90%, o Sindicato reforça o apoio à Campanha que, mais do que falar exclusivamente sobre câncer de próstata, traz a ideia de promover a saúde geral do homem. Precisamos estar mais conscientes e deixar os preconceitos de lado. Sua saúde é o que tem de mais valioso! Cuide-se!", destaca o secretário geral do Sindicato , Júlio César Trigo.

O diagnostico rápido e a prevenção são as grandes armas dos homens contra a doença. O INCA estima que em 2021, os casos de câncer de próstata podem chegar a mais de 66.000. Em 2018, 15.576 homens morreram em decorrência da doença, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer, do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

O INCA avalia o câncer de próstata como da terceira idade, uma vez que 75% dos casos no mundo acontecem a partir dos 65 anos. Segundo o Instituto, o aumento nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

O que aumenta o risco?

A idade é um fator de risco importante, uma vez que tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.

Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de próstata avançado.

Exposições a aminas aromáticas (comuns nas indústrias química, mecânica e de transformação de alumínio) arsênio (usado como conservante de madeira e como agrotóxico), produtos de petróleo, motor de escape de veículo, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), fuligem e dioxinas estão associadas ao câncer de próstata.

Sinais e sintomas

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Detecção precoce

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar o tumor em fase inicial e, assim, possibilitar melhor chance de tratamento.

A detecção pode ser feita por meio da investigação, com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. No caso do câncer de próstata, esses exames são o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico).

Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de próstata traga mais benefícios do que riscos. Portanto, o INCA não recomenda a realização de exames de rotina com essa finalidade. Caso os homens busquem ativamente o rastreamento desse tipo de tumor, o Instituto recomenda, ainda, que eles sejam esclarecidos sobre os riscos envolvidos e sobre a possível ausência de benefícios desses exames feitos como rotina. 

Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados no tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como:
  • Dificuldade de urinar
  • Diminuição do jato de urina
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite
  • Sangue na urina
Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico.

Diagnóstico

O câncer da próstata pode ser identificado com a combinação de dois exames:
  • Dosagem de PSA: exame de sangue que avalia a quantidade do antígeno prostático específico
  • Toque retal: como a glândula fica em frente ao reto, o exame permite ao médico palpar a próstata e perceber se há nódulos (caroços) ou tecidos endurecidos (possível estágio inicial da doença). O toque é feito com o dedo protegido por luva lubrificada. É rápido e indolor, apesar de alguns homens relatarem incômodo e terem enorme resistência em realizar o exame.
Na maioria dos homens, o nível de PSA costuma permanecer abaixo de 4 ng/ml. Alguns pacientes com nível normal de PSA podem ter um tumor maligno, que pode até ser mais agressivo, por isso esse exame, feito de forma isolada, não pode ser a única forma de diagnóstico.

Nenhum dos dois exames têm 100% de precisão. Por isso, podem ser necessários exames complementares. 

A biópsia é o único procedimento capaz de confirmar o câncer. A retirada de amostras de tecido da glândula para análise é feita com auxílio da ultrassonografia. Pode haver desconforto e presença de sangue na urina ou no sêmen nos dias seguintes ao procedimento, e há risco de infecção, o que é resolvido com o uso de antibióticos. 

Outros exames de imagem também podem ser solicitados, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia óssea (para verificar se os ossos foram atingidos).

Tratamento

Para doença localizada (que só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos), cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.



Fonte: Seeb Catanduva, com informações do INCA
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